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Futebol/Eurocopa

Seleção holandesa diz que não aceitará manifestações de racismo durante a Eurocopa

O capitão da seleção holandesa de futebol, Mark van Bommel, fala com a imprensa após o treinamento aberto ao público em Cracóvia na última quarta-feira.
O capitão da seleção holandesa de futebol, Mark van Bommel, fala com a imprensa após o treinamento aberto ao público em Cracóvia na última quarta-feira. Reuters
Texto por: RFI
3 min

A seleção holandesa de futebol declarou hoje que não aceitará demonstrações de racismo durante as partidas da Eurocopa 2012. Durante um treino aberto ao público na última quarta-feira em Cracóvia, na Polônia, os jogadores holandeses foram alvos de gritos racistas.

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"Não aceitaremos que nenhum de nós seja alvo de gritos de macaco durante os jogos", disse o capitão Mark van Bommel em uma entrevista publicada nesta sexta-feira pelo jornal De Telegraaf.

"Se ouvirmos gritos desse tipo durante uma partida, vou na hora falar com o juiz para pedir que ele intervenha", acrescentou o jogador, que foi recentemente transferido do Milan AC para o PSV Eindhoven. Os árbitros têm a autorização de interromper temporariamente a partida devido a esse tipo de situação.

Durante o aquecimento na última quarta-feira, alguns dos 25 mil espectadores presentes no estádio soltaram gritos de macaco na direção dos jogadores negros da seleção holandesa, segundo o De Telegraaf.

Em meio à atmosfera geral da partida, esse gritos não eram muito audíveis. Vários jogadores afirmaram não ter ouvido nada.

Líderes da UEFA, a União Europeia das Associações de Futebol, explicaram nesta sexta-feira que contataram o oficial de segurança da seleção da Holanda na quinta-feira para perguntar sobre o incidente, e que ele teria respondido que "nada aconteceu".

Em seguida, diante das declarações de Van Bommel à imprensa da Holanda, a UEFA entrou novamente em contato com a federação holandesa, que afirmou nesta manhã que o fato realmente havia acontecido.

A UEFA falou nesta sexta-feira de "alguns incidentes isolados" e indicou que não havia recebido nenhuma queixa da federação holandesa. Os dois órgãos parecem estar tentando não dar importância demais ao fato.

Reações

A instância europeia do futebol não tem intenção de fechar os treinamentos públicos, mas sim de reforçar no futuro a segurança na entrada dos estádios e realizar uma colaboração mais estreita com os clubes locais para evitar novos incidentes desse tipo.

Segundo um jornalista da rádio holandesa RNW, os autores desses gritos eram torcedores do clube local Wisla que manifestavam seu descontentamento com o fato de Cracóvia não ter sido escolhida há três anos como cidade-sede da Eurocopa 2012. Mas um dos dirigentes da UEFA lembrou que Cracóvia nunca foi candidata.

A reação do treinador holandês Bert van Marwijk na quarta-feira consistiu em deslocar seus jogadores para o outro lado do campo, afastando-os dos autores dos gritos racistas.

"Nós concordamos diretamente com essa decisão. Era a reação mais adequada. O caso foi resolvido imediatamente", explicou o capitão Van Bommel.

O resto do treinamento aconteceu em um cima excelente e a grande maioria dos espectadores poloneses torciam pelos jogadores holandeses com entusiasmo.

Na quarta-feira a seleção da Holanda havia feito uma homenagem às vítimas do Holocausto no local do antigo campo de concentração nazista de Auschwitz-Birkenau, na Polônia. Van Bommel havia se declarado "chocado por tantos horrores causado pelo racismo".

 

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