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França/futebol

Clubes franceses podem entrar em greve contra imposto sobre altos salários

Segundo a imprensa francesa, o PSG seria um dos clubes mais castigados pelo imposto de 75% dos altos salários.
Segundo a imprensa francesa, o PSG seria um dos clubes mais castigados pelo imposto de 75% dos altos salários. REUTERS/Christian Hartmann
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Os clubes franceses de futebol estão revoltados contra o governo socialista devido a cobrança de impostos para salários milionários no país. Dirigentes mantém discurso ambíguo sobre rumores de uma possível greve.

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Os clubes profissionais da 1ª e 2ª divisões de futebol estão revoltados com a decisão do governo de cobrar até 75% de impostos sobre os altos salários, ou seja, de quem ganha acima de 1 milhão de euros por ano. Os jogadores deveriam pagar pela taxa, mas a Corte Constitucional rejeitou o projeto.

O governo então mudou o texto e decidiu cobrar dos próprios clubes. Mesmo limitando a cobrança a 5% do faturamento, os dirigentes estimam que o imposto extra vai custar pelo menos 44 milhões de euros por ano. A medida, provisória, está prevista para entrar em vigor a partir de 2014.

A declaração nesta quinta-feira da ministra dos Esportes da França jogou ainda mais lenha na fogueira. Valérie Fourneyron disse não entender porque o setor futebolístico, considerado tão privilegiado sob o aspecto financeiro, não deveria participar do esforço coletivo exigido de todos os franceses neste período de crise no país.

Segundo cálculos da imprensa esportiva francesa, o Paris Saint-Germain seria o clube mais atingido pela medida com o pagamento aproximado de 20 milhões de euros por ano. Em seguida viriam, em valores aproximados, Olympique de Marselha ( € 8 milhões), Lyon ( € 5 milhões) e Lille (€ 5 milhões).

Os dirigentes dos clubes vão se reunir no dia 24 de outubro e devem estudar todos os cenários possíveis para lutar contra o pagamento deste imposto que será cobrado a partir de 2014. Diante dos rumores de que os clubes poderão fazer greve já a partir do dia 26, vários presidentes de clubes descartam uma paralisação e outros mantém o suspense dizendo que "nenhuma hipótese está descartada".

 

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