Copa do Mundo/FIFA

Sindicatos pressionam Fifa por melhores condições para operários

Acidente no estádio Itaquerão matou 3 operários nesta quarta-feira, 28 de novembro.
Acidente no estádio Itaquerão matou 3 operários nesta quarta-feira, 28 de novembro. REUTERS/Nacho Doce

Sindicatos internacionais de operários alertam que a Fifa não poderá "lavar as mãos" diante do acidente em Itaquera e exigem que a entidade máxima do futebol garanta a segurança nas obras dos estádios que serão usados para Copas do Mundo no futuro.

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*Colaboração especial de Jamil Chade, jornalista do Estado de São Paulo, para a RFI

Liderados pelo sindicato suíço Solidar, grupos de operários já pediram uma reunião com a direção da Fifa para cobrar uma nova atitude da entidade em relação aos acidentes. "A Fifa não pode lavar as mãos", declarou Alexandre Marietto, um dos líderes do sindicato e que mantém uma aliança com grupos na África do Sul, Brasil e em diversos países do mundo. Ontem, a Fifa lamentou as mortes e insistiu que a segurança era uma de suas prioridades. Mas não deu indicações de que vai conduzir uma investigação e nem assumir qualquer tipo de responsabilidade.

"Se a Fifa exigiu isenção fiscal para ela no Brasil, se exigiu e conseguiu que as bebidas possam entrar nos estádios e tantos outros privilégios, é sua obrigação também exigir segurança total para os trabalhadores e que não sejam explorados", disse o sindicalista. "Em certos segmentos, a Fifa é muito ativa, o que mostra que ela também poderia adotar a mesma postura nas questões sociais e na garantia de trabalho decente", indicou.

"Se a Fifa colocasse a mesma energia e peso que aplica em outras áreas na questão do trabalhador, a segurança seria maior", insistiu o sindicalista.

O caso das mortes no Brasil apenas aumenta a pressão de sindicatos e ativistas sobre a Fifa, depois que a entidade foi cobrada por mortes registradas nas obras no Catar. Blatter chegou a tratar do assunto, mas alerta que as empresas que fazem as obras são justamente companhias europeias. Seja como for, ele insiste que pouco poderia fazer.

 

 

 

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