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Futebol alemão/justiça

Presidente do Bayern de Munique é julgado por fraude fiscal

O presidente do Bayern de Munique, Uli Hoeness, na sua chegada ao tribunal de Munique, ele é acusado de fraude fiscal.
O presidente do Bayern de Munique, Uli Hoeness, na sua chegada ao tribunal de Munique, ele é acusado de fraude fiscal. REUTERS/Sven Hoppe/Pool
Texto por: RFI
3 min

O presidente do Bayern de Munique, Uli Hoeness, começa a ser julgado hoje em Munique por fraude fiscal. Uma das personalidades mais populares entre os alemães, ele é acusado  fraudar o fisco e de realizar transações bilionárias na Suíça. Ele pode pegar até dez anos de prisão em regime fechado.

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O tribunal de Munique começa na manhã desta segunda-feira (10) julgar o presidente do Bayern de Munique, Uli Hoeness. Admirado como um heroi na Alemanha, ele é acusado de fraude fiscal e, se condenado, pode ir para a prisão.

No comando de um dos maiores clubes do mundo, que na última temporada conquistou tudo, incluindo a Liga dos Campeões da Europa e o Mundial de Clubes, Uli Hoennes ganhou fama de modelo exemplar pelo seu engajamento social e por ajudar qualquer pessoa do Bayern em dificuldade. Fora dos gramados, ele discutia ética com a chefe de governo Angela Merkel e criticava publicamente os que especulavam contra produtos agrícolas no mercado financeiro.

A Alemanha ficou em estado de choque ao descobrir sua outra face: a de um especulador compulsivo que usava uma conta secreta na Suíça para driblar o fisco alemão. Ele apostava dia e noite nas taxas de câmbio envolvendo o iene, dólar e a libra esterlina. No total, foram 33 mil transações nos últimos sete anos, segundo os investigadores. Uli Hoennes confessou que havia exagerado. Ele é acusado de não ter pago à receita alemã 3 milhões e meio de euros (R$ 11,3 milhões) de imposto entre 2003 e 2009, sobre uma renda de 30 milhões de euros (R$ 97 milhões).

Hoennes chegou a retificar sua declaração de renda e pagou o que devia, mas o procurador de justiça considera sua declaração inválida e feita tarde demais. Se condenado, poderá pegar 10 anos de prisão e terminar de maneira melancólica sua impressionante carreira no Bayern de Munique onde foi jogador nos anos 70 antes de se transformar em um dirigente vitorioso.

 

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