Fórmula 1/Acidente

Piloto Jules Bianchi é transferido para a França e sai do coma induzido

O piloto francês Jules Bianchi, que se acidentou no dia 5 de outubro.
O piloto francês Jules Bianchi, que se acidentou no dia 5 de outubro. REUTERS/Yuya Shino/Files

O piloto de Fórmula 1 francês Jules Bianchi passou a sua primeira noite na França após ser transferido do Japão, onde estava internado, para um hospital em Nice, sua cidade natal. Bianchi sofreu um acidente há um mês e meio no Circuito de Suzuka, no Grande Prêmio do Japão.

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Em um comunicado, a família informou que o piloto, que tem 25 anos, foi retirado do coma induzido e respira sem ajuda de aparelhos, mas continua inconsciente. O seu estado de saúde, no entanto, ainda é considerado crítico.

A família não deu mais detalhes, mas afirmou que o tratamento a partir de agora entra em uma nova fase, dedicada a melhorar as funções cerebrais de Bianchi. Ele havia sido colocado em coma induzido logo após o acidente, ao ser internado no hospital japonês de Yokkaichi. Os médicos dizem que é cedo para falar sobre o futuro do piloto, mas que as lesões foram bastante graves. Segundo anestesistas, a saúde de Bianchi pode levar de um a três anos para apresentar melhoras expressivas.

O acidente ocorreu no dia 5 de outubro, na volta número 42 do Grande Prêmio do Japão. Sob a chuva, o piloto perdeu o controle de seu carro Marussia na curva 7, chamada Dunlop, e acabou batendo no guincho que removia a Saubar de Adrian Sutil, que havia saído da prova na volta anterior.

Tio-avô morreu na pista

A presença do guincho na pista antes do carro de segurança foi criticada por muitas vozes da Fórmula 1, entre elas a de Alain Prost, tetracampão do mundo. “A entrada deste guindaste sem o carro de segurança é totalmente inaceitável. É um grande erro que não pode se repetir”, acusou o ex-piloto.

Nascido em Nice, sul da Fança, em 1989, Jules Bianchi herdou a paixão pelos carros da família, que emigrou da Itália nos anos 50. O avô milanês, Mauro, foi piloto de Fórmula 3 e um dos grandes nomes do automobilismo nos anos 60.

O acidente de Jules acabou relembrando um outro drama familiar dos Bianchi. Seu tio-avô, Lucien, que correu 17 Grandes Prêmios de Fórmula 1 – tendo subido ao pódio de Mônaco e vencido as 24 horas de Le Mans, ambos em 1968 –, morreu durante os treinos das mesmas 24 horas do ano seguinte, preso às chamas de seu carro, aos 34 anos.
 

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