Fifa/Escândalo

Fifa nega implicação de Valcke em transferência de US$ 10 milhões

O secretário-geral da Fifa, Jerôme Valcke.
O secretário-geral da Fifa, Jerôme Valcke. REUTERS/Cathal McNaughton/

Na manhã desta terça-feira (2), a Fifa reconheceu, por meio de um comunicado, ter efetuado uma transferência de US$ 10 milhões "para um projeto de desenvolvimento do futebol no Caribe", conforme revelou o jornal New York Times. A federação garante, no entanto, que nem o secretário-geral da entidade, Jerôme Valcke, nem outro membro da cúpula estão envolvidos no escândalo.

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Devido às denúncias do envolvimento de Valcke no escândalo, a Fifa anunciou que o francês não participará da abertura da Copa do Mundo de Futebol Feminino no Canadá, que começa no próximo sábado.

De acordo com o jornal norte-americano New York Times, entre janeiro e março de 2008, Valcke teria autorizado transferências de US$ 10 milhões, feitas em três parcelas, como propina ao ex-vice-presidente da organização e ex-presidente da Concacaf Jack Warner. Ele é um dos 14 indiciados pela Justiça norte-americana na semana passada. Sete deles estão presos na Suíça, entre eles o ex-presidente da CBF José Maria Marin. Warner não está na prisão porque pagou uma fiança milionária em seu país, Trinidad e Tobago.

Os US$ 10 milhões teriam sido solicitados pelo próprio Warner para que ele votasse na África do Sul na eleição para a sede da Copa do Mundo de 2010. Segundo o New York Times, essas transações seriam o elemento central do escândalo de corrupção na Fifa e seus dirigentes.

Ontem, um porta-voz da federação havia declarado que as transações foram autorizadas pelo então presidente do Comitê de Finanças na época, o argentino Julio Grondona, que morreu no ano passado.

Valcke nega acusações

Até o momento, o nome de Valcke não foi citado como réu ou acusado, mas, segundo o jornal americano, ele é o "alto responsável" não identificado, descrito na denúncia feita ao Tribunal Federal do Brooklyn, que teria autorizado a transferência para Warner. Em um e-mail que enviou ao jornal, o secretário-geral da Fifa nega as acusações.

Apesar de negar qualquer envolvimento com o escândalo de corrupção e lavagem de dinheiro na Fifa, o recém-reeleito presidente da federação, Joseph Blatter, vê as denúncias se aproximarem de seu círculo próximo.

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