Grã-Bretanha/Israel

Governo britânico expulsa diplomata israelense por falsificação de passaportes

Câmeras de vídeo de um hotel em Dubai ajudaram a identificar os envolvidos no assassinato do líder do Hamas.
Câmeras de vídeo de um hotel em Dubai ajudaram a identificar os envolvidos no assassinato do líder do Hamas. Reuters

O Reino Unido expulsou nesta terça-feira um diplomata israelense devido a falsificação de 12 passaportes britânicos no episódio que ficou conhecido como Dubaigate. Os documentos foram usados por assassinos de um líder do movimento palestino Hamas no dia 15 de janeiro em Dubai.

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O ministro das Relações Exteriores, David Miliband, disse à Câmara dos Comuns que há fortes razões para crer que Israel está envolvido na falsificação dos documentos. "O abuso na utilização de passaportes britânicos é intolerável", disse Miliband.

 Desde que o porte de documentos britânicos pelos assassinos veio à tona, Miliband pediu uma investigação rigorosa sobre o caso. Segundo ele, devido à alta qualidade das falsificações, é altamente provável que elas tenham sido feitos por um serviço secreto de inteligência. A identidade do diplomata expulso não foi revelada.

O embaixador do Estado Judeu no Reino Unido, Rob Prosor, disse que Israel está desapontado com a decisão, mas que não haverá retaliações.

O líder do Hamas Mahmoud Al-Mabhouh foi morto nos Emirados Árabes em janeiro, onde estaria comprando armas. O Hamas acusa o Mossad, serviço secreto israelense, pelo assassinato. Mas o governo de Israel afirma  que não há provas suficientes para culpar o Mossad pela morte do líder do Hamas.
 

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