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Europa/Sociedade

Na Europa, palmada vira assunto de Estado

O cartaz acima, realizado na França, tenta mostrar que a maioria das crianças não entende porque está apanhando.
O cartaz acima, realizado na França, tenta mostrar que a maioria das crianças não entende porque está apanhando. DR
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A abolição da tradicional palmada pelos pais tornou-se assunto de Estado nos meios políticos europeus. A partir de hoje, os 47 países-membros do Conselho da Europa, ao lado da ong norte-americana « Save the Children », discutem a abolição total da « fessée », como é chamada na França uma boa palmada. 

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O debate não é de hoje. Há 30 anos, a Suécia começou com o movimento de proibição da punição corporal em crianças. Atualmente, 20 países europeus têm leis antipalmada e outros oito já se engajaram a criar legislações sobre o assunto. Alemanha, Holanda, Grécia e países escandinavos se destacam na luta pelo fim do gesto. Na semana passada, atores e líderes políticos, de Gorbatchev à rainha Silvia da Suécia, assinaram uma petição pedindo o fim de todos os tipos de punição infantil, mesmo moderadas.

Quanto à França, Inglaterra e Itália, adeptos desse método tradicional, ainda parecem estar longe de proibir o castigo. Entre os franceses, 82% acham que uma palmada cai bem para criança malcriada, como mostra a pesquisa do Intistuto TNS-Sofres.
Enquanto os defensores do método consideram a proibição uma intervenção no processo educativo dos filhos, os opositores ao castigo se baseiam no estudo realizado pela Universidade de Tulane, em Nova Orleans, nos Estados Unidos, que interrogou 2.500 mães. Segundo os resultados da pesquisa, crianças que levam palmada aos três anos, ficam mais agressivas ao completar cinco anos.

Ana Rita Cunha, em colaboração para RFI

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