Acesso ao principal conteúdo
FMI/ Grécia

FMI e Grécia acertam pacote de ajuda

Dominique Strauss-Kahn, diretor do FMI
Dominique Strauss-Kahn, diretor do FMI Reuters
3 min

Continua a mobilização do Fundo Monetário Internacional, do Banco Central Europeu e da União Europeia para desbloquear, o mais rapidamente possível, a primeira parte de uma ajuda financeira para o país e evitar, assim, a desestabilização da zona euro.

Publicidade

A Grécia terá que apertar os cintos se quiser recerber o pacote de ajuda do FMI e da União Europeia. As medidas incluem a elevação de impostos, cortes salariais do setor público e uma redução drástica de 10 pontos percentuais no déficit até 2011. A União Europeia se diz confiante em relação a um acordo.

Desde quarta-feira, os representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Central Europeu (BCE) estão em Berlim para tentar convencer a Alemanha a liberar a sua quota do empréstimo à Grécia. As negociações são uma verdadeira corrida contra o relógio. No dia 19 de maio, Atenas deve pagar uma primeira parcela de 8,5 bilhões de euros de sua dívida pública, que está em torno dos 300 bilhões de euros. O total do empréstimo proposto é de 45 bilhões de euros, 30 milhões de euros de fundos europeus e 15 milhões de euros do FMI.

Enquanto a maioria do bloco europeu é favoravel a ajudar os gregos, a Alemanha continua reticente. O povo alemão não apoia a ideia do empréstimo e, como as eleições regionais são no proximo dia 9 de maio, a situação é delicada para a coalizão no poder Na manhã desta quinta-feira, o presidente do Banco Central alemão, Axel Weber, declarou sua resistência a uma eventual participação dos bancos no plano de salvação da Grécia.

Mas Dominique Strauss-Kahn, diretor-geral do FMI, e Jean-Claude Trichet, do BCE, foram taxativos. « A cada dia, a situação piora”, resumiu Strauss-Kahn. E piora não apenas em Atenas. As autoridades monetárias europeias temem que o «efeito Grécia » se espalhe para Portugal e Espanha. As duas economias mais frágeis da zona do euro tiveram as notas de crédito rebaixadas nessa semana pela agência Standard and Poor's.

Além da urgência na concessão do empréstimo à Grécia, também está na mesa um eventual aumento do montante do pacote. Nos bastidores da negociação, circula a informação de que seriam necessários entre 100 e 120 bilhões de euros. Já, segundo o ministro da Economia alemão, Rainer Brüderle, a Grécia vai precisar de uma ajuda de 135 bilhões de euros ao longo dos próximos três anos para fazer face à crise da dívida. Nem o FMI nem o Banco Central Europeu quiseram comentar sobre o aumento do pacote.

Bolsas em alta

Os mercados permanecem sob tensão desta quinta-feira, mas as bolsas mostram um desempenho positivo. A Bolsa de Atenas fechou em forte alta, 7,14%. Nas outras praças europeias, Paris ganhou 1,42% , Londres, 0,56%, Frankfurt, 1%, Lisboa, 4,59%.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Acompanhe toda a actualidade internacional fazendo download da aplicação RFI

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.