Líbia/ UE

UE e OTAN querem medidas para agilizar o fim do regime líbio

Líbia foi assunto da primeira sessão da reunião dos ministros da Defesa da OTAN hoje em Bruxelas.
Líbia foi assunto da primeira sessão da reunião dos ministros da Defesa da OTAN hoje em Bruxelas. Reuters

Reunidos em Bruxelas, ministros das Relações Exteriores da UE decidiram impor novas sanções econômicas contra cinco instituições do regime do ditador Muamar Kadafi. O secretário-geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen, disse que a organização está pronta para intervir militarmente na Líbia.

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Os alvos das novas sanções contra a Líbia só serão divulgados na reunião dos líderes europeus, nesta sexta-feira. Mas, é praticamente certo, de que se trata do congelamento dos bens, em território do bloco, da multibilionária Autoridade Líbia de Investimentos, Banco Central e outras três empresas do país.

O encontro dos chanceleres da União Europeia aconteceu ao mesmo tempo que uma reunião dos ministros da Defesa da Aliança Atlântica,na sede da OTAN, em Bruxelas. Eles discutem opções de como intervir na Líbia, a criação de uma zona de exclusão aérea sobre o país, para proteger a população dos ataques das forças de Kadafi, e o envio de assistência humanitária.

Na abertura da reunião, o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, afirmou que é preciso pensar a intervenção na Líbia sob diversos cenários, mas que qualquer ação terá que ser respaldada pelo Conselho de Segurança da ONU e países da região. Rasmussen ainda reiterou que os ataques das forças de Kadafi contra os rebeldes e população correm o risco de ser considerados crimes contra a humanidade.

A chefe da diplomacia européia, Catherine Ashton, que também participa do encontro na Otan, se reuniu mais cedo com os colegas europeus para preparar a Cúpula dos líderes do bloco. Esta semana, Ashton se recusou a reconhecer o Conselho Nacional de Transição da Líbia – que reúne vários grupos de oposição à Kadafi - como governo legítimo do país.

Representantes do governo de Kadafi e enviados dos rebeldes líbios estão em Bruxelas para encontros na União Européia e Otan.
 

Letícia Fonseca, correspondente da RFI em Bruxelas

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