Lampedusa/ imigração

Berlusconi promete retirar imigrantes ilegais em até 60 horas

O primeiro-ministro italiano, Silvo Berlusconi, discursou na ilha de Lampedusa, extremo-sul da Itália
O primeiro-ministro italiano, Silvo Berlusconi, discursou na ilha de Lampedusa, extremo-sul da Itália Reuters

O chefe do Governo italiano, Silvio Berlusconi, prometeu nesta quarta-feira retirar todos os imigrantes ilegais que ocupam a ilha de Lampedusa, em um prazo de 48 a 60 horas. Ele ainda disse que, devido aos contratempos que a localidade vem enfrentando por conta da invasão massiva de imigrantes, vai sugerir que a ilha seja indicada para o prêmio Nobel da Paz.

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“O governo preparou um plano para evacuar, para liberar a ilha, em um prazo de dois dias a dois dias e meio. Nós organizamos o uso de seis navios e preparamos um sétimo, para um total de 10 mil lugares” afirmou Berlusconi em um discurso improvisado, em frente ao governo municipal da ilha. Daqui a 48 a 60 horas, Lampedusa será habitada unicamente por seus moradores.

Argumentando que Lampedusa se transformou “no ponto-fronteira entre civilizações sem democracia, sem liberdade, sem bem-estar, e as civilizações ocidentais e européias”, o premiê declarou que o seu governo vai apresentar, durante o próximo conselho de ministros, a candidatura da ilha para o próximo prêmio Nobel da Paz.
O governante ainda prometeu que vai deixar permanentemente à disposição de Lampedusa um navio para retirar eventuais novos imigrantes, vindos de países como Tunísia, Egito e Líbia.

Berlusconi indicou que militares participarão da missão de evacuação dos clandestinos nos próximos dias e que o governo ajudará a ilha a se reorganizar para a chegada do verão europeu, quando o local recebe turistas. Como prova do seu engajamento, o premiê italiano disse que, na manhã de hoje, comprou uma casa em Lampedusa, que ele havia escolhido ontem à noite pela internet.

Desde a metade de janeiro, quando estouraram as revoltas populares na Tunísia, cerca de 20 mil imigrantes ilegais chegaram na ilha, o ponto mais ao sul da Itália, a bordo de embarcações precárias vindas da África. Em 2010 inteiro, este número havia sido de 4 mil pessoas.
 

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