Itália/Berlusconi

Julgamento de Berlusconi por escândalo sexual é adiado para maio

Quadro "Silvio e Ruby" feito pelo artista israelense Dodi Reifenberg e exposto em uma galeria de Milão.
Quadro "Silvio e Ruby" feito pelo artista israelense Dodi Reifenberg e exposto em uma galeria de Milão. Reuters

O julgamento do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, conhecido com "Rubygate", começou nesta quarta-feira em Milão, mas foi imediatamente adiado para o dia 31 de maio. Berlusconi, que não compareceu à audiência hoje, é acusado de abuso de poder e ter recorrido à prostituição de menores.

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No início da audiência, um dos advogados de Berlusconi entregou uma carta ao tribunal explicando os motivos da ausência do primeiro-ministro que não pôde ir a Milão por causa de uma reunião do governo, em Roma.

A dançarina marroquina Karina el Mahroug, conhecida como Ruby “rouba corações”, envolvida no caso, também não estava presente na abertura do julgamento. Seus advogados informaram que Ruby, que era menor no momento do escândalo, decidiu não entrar com queixa neste caso. Karina el Mahroug confirma que participou das festas organizadas na mansão de Berlusconi em Arcore, mas afirma nunca ter tido relações sexuais com o primeiro-ministro italiano.

A agitação era grande esta manhã diante do tribunal milanês. Partidários e opositores de Berlusconi foram ao local para acompanhar o julgamento. Os opositores ficaram decepcionados com o adiamento que “dá a impressão de que o primeiro-ministro nunca será condenado”, disse Aldo Giassi, de 86 anos. O “Rubygate” é considerado um dos julgamentos mais difíceis em que o primeiro-ministro italiano está envolvido.

Paula Schmitt, correspondente da RFI na Itália

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