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Nazismo/julgamento

Ex-guarda de campo de concentração condenado por quase 28 mil mortes

Antigo guarda nazista John Demjanjuk, condenado por crimes durante o holocausto.
Antigo guarda nazista John Demjanjuk, condenado por crimes durante o holocausto. Reuters
Texto por: Patricia Moribe
2 min

Aos 91 anos, John Demjanjuk, foi condenado nesta quinta-feira a cinco anos de prisão por um tribunal de Munique (sul da Alemanha), pela participação na morte de 27900 judeus no campo de concentração de Sobibor (hoje na Polônia).  Horas depois, o mesmo tribunal anunciou a libertação de Demjanjuk, por causa de sua idade.

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O tribunal de Munique, após um julgamento de 18 meses, concluiu que Demjanjuk, apátrida de origem ucraniana e que teve a nacionalidade americana cassada, foi guarda do campo de Sobibor, situado atualmente na Polônia, durante seis meses no ano de 1943. Nesse período, 27.900 judeus, principalmente holandeses, foram exterminados em Sobibor, que hoje fica na Polônia.

John Demjanjuk nasceu na Ucrânia e combateu no Exército Vermelho durante a Guerra. Ele foi capturado pelos alemães em 1942 e «convertido» em guarda penitenciário do regime nazista. Em defesa própria, disse que foi obrigado a colaborar para salvar a vida, mas negou ter estado em Sobibor. O primeiro processo contra o ex-guarda foi em 1986, em Jerusalém, Israel, acusado de ter sido “Ivan, o Terrível”, um guarda ucraniano do campo de Treblinka, conhecido por sua crueldade. Condenado à morte em 1988, ele foi libertado cinco anos depois, quando o verdadeiro "Ivan" foi localizado.

Demjanjuk voltou então para o subúrbio de Cleveland, Ohio (norte dos Estados Unidos), onde vivia desde 1952. Ele trabalhava na indústria automobilística local e tinha três filhos. Mas após a confirmação de que ele foi guarda em outro campo, as autoridades dos EUA retiraram a nacionalidade de Demjanjuk. Os Estados Unidos quiseram extraditá-lo, mas nenhum outro país quis recebê-lo. Até que, em 2009, após uma batalha judiciária, ele foi expulso para a Alemanha, onde ele viveu após a guerra.

O condenado tem problemas de saúde, incluindo uma doença da medula óssea, mas foi considerado apto a comparecer no tribunal.
 

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