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FMI

Renúncia provoca batalha para definir novo diretor do FMI

Começa a guerra pela sucessão de Strauss-Kahn na direção do FMI
Começa a guerra pela sucessão de Strauss-Kahn na direção do FMI REUTERS
Texto por: Luiza Duarte
3 min

A renúncia de Dominique Strauss-Kahn ao cargo de diretor do Fundo Monetário Internacional na noite desta quarta-feira vem provocando uma batalha por sua sucessão. Líderes europeus deixam claro que vão defender candidatura de um representante do bloco, apesar da pressão de países dos emergentes, que defendem uma maior diversidade na chefia do órgão.  

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Detido na prisão de Rikers Island, em Nova York , ele foi pressionado a abandonar sua funções, mas continua negando as acusações de tentativa de estupro que enfrenta diante da justiça americana. Strauss-Kahn pode ser libertado nesta quinta-feira sob fiança. Uma audiência estava marcada para sexta-feira, mas os advogados de defesa tentarão antes um acordo com a Promotoria de Manhattan.

As reações na Europa após o anúncio da renúncia foram imediatas. A Alemanha respeita a decisão que vai permitir ao FMI reencontrar rapidamente sua total capacidade de ação, neste momento delicado da economia mundial. O ministro das Relações Exteriores da Suécia, Carl Bildt, fez uma homenagem ao ex-diretor do FMI, dizendo que ele serviu o mundo com distinção durante a crise.

O presidente da comissão europeia, José Manuel Barroso, alegou que defenderá um candidato europeu forte para a nova direção do fundo. A atual ministra francesa da economia, Christine Lagarde, um dos nomes mais citados para substituir Satruass-Kahn, tem a mesma posição e faz campanha por uma candidatura europeia única. Já o ministro francês das relações europeias, Laurent Wauquiez, aprovou a decisão de Strauss-Kahn e disse que a Europa, uma das maiores credoras do FMI, deve continuar a ter um papel importante na instituição.

A demissão foi considerada corajosa pelo número dois do Partido Socialista francês, Harlem Desir. Em entrevista nesta quinta-feira, ele aproveitou para pedir a intervenção do presidente Nicolas Sarkozy em favor de Strauss Kahn. “Peço que o presidente, como ele fez por outros franceses detidos no exterior, faça tudo o que for possível para que o ex-diretor do FMI tenha uma defesa decente e seja liberado sob fiança”, insiste.

Corrida presidencial

O escândalo Strauss-Kahn também tumultua a corrida presidencial francesa prevista para 2012. O ex-diretor do FMI, que era o candidato favorito do Partido Socialista, deve ficar de fora da corrida presidencial.

Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira sobre as intenções de voto para as eleições mostra que uma saída de Strauss-Kahn, favorece o ex-secretário do Parido Socialista, François Hollande. Ele venceria o primeiro turno, mas perderia no segundo para o atual presidente francês, Nicolas Sarkozy.

A deputada socialista, Marisol Touraine, que apoiava a candidatura de Strauss-Kahn, afirmou que este é um momento doloroso para o político que comandou o FMI com competência reconhecida por unanimidade. Já o presidente do Partido de Esquerda, de tendência comunista, Jean-Luc Melenchon, criticou o balanço cruel de Strauss-Kahn à frente do Fundo Monetário Internacional, responsável, segundo ele pelo aprofundamento da dívida grega.

 

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