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Vulcão/Islândia

Atividade de vulcão diminui, mas cinzas continuam a ameaçar tráfego aéreo europeu

O vulcão Grimsvötn em atividade nesta segunda-feira, 23/05/2011.
O vulcão Grimsvötn em atividade nesta segunda-feira, 23/05/2011. Reuters
Texto por: Patricia Moribe
2 min

O vulcão islandês Grimsvötn continuava na segunda à noite a lançar uma espessa nuvem de cinzas, mas com menor atividade, o que permitiu a reabertura dos aeroportos internacionais na Islândia. Mas o comportamento do vulcão é imprevisível, colocando a Europa Ocidental em alerta nas próximas horas.

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A grande expectativa entre os especialistas é saber se a nuvem vai atingir a Escócia e a Irlanda do Norte nesta terça-feira. A forte probabilidade de que isso aconteça provocou, inclusive, a partida adiantada do presidente norte-americano, Barack Obama, da Irlanda do Norte em direção à Grã-Bretanha ainda nesta segunda-feira, ao invés de terça, como estava previsto.

Segundo o meteorologista Peitur Arason, do Instituto Islandês de Meteorologia, a força do vulcão era ainda importante na segunda, com “ventos de baixa altitude soprando forte em direção da Grã-Bretanha, enquanto em alta altitude eles sopram em direção noroeste”. O secretário francês dos Transportes, Thierry Mariani, garantiu que o espaço aéreo francês não sofre risco de ser fechado pelo menos nas próximas 48h. Depois disso, “tudo vai depender”, declarou Mariani.

Segundo as autoridades islandesas, o vulcão Grimsvötn, o mais ativo do país, entrou em erupção nove vezes entre 1922 e 2004, e a atual erupção, iniciada no último sábado, é a mais forte dos últimos 100 anos. Ela provocou uma imensa nuvem de cinzas que atingiu cerca de 20 quilômetros de altitude. Em 2010, a erupção do vulcão Eyjafjoll provocou a maior paralisia do espaço europeu em tempos de paz, com mais de 100 mil voos cancelados, cerca de 8 milhões de passageiros bloqueados nos aeroportos e milhões de euros de prejuízo.

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