Acesso ao principal conteúdo
Islândia/Vulcão

Vulcão islandês ameaça transporte aéreo europeu

A nuvem de cinzas formada com a erupção do vulcão Grimsvoetn atinge uma altitude de 20 quilômetros na Islândia.
A nuvem de cinzas formada com a erupção do vulcão Grimsvoetn atinge uma altitude de 20 quilômetros na Islândia. Reuters
Texto por: Adriana Brandão
3 min

O espaço aéreo da Islândia permanece fechado pelo segundo dia após a erupção do vulcão mais ativo do país. A agência europeia de segurança aérea, Eurocontrol, anunciou que se a atividade vulcânica continuar na mesma intensidade do sábado, a nuvem de cinzas poderá atingir o norte da Escócia amanhã, e o oeste da França e norte da Espanha na quinta-feira. Em 2010, a erupção de outro vulcão islandês provocou o cancelamento de mais de 100 mil voos.

Publicidade

O nome do atual vulcão islandês em erupção, Grimsvoetn, é mais fácil de pronunciar do que o do ano passado, Eyjafjoll, mas se ele continuar em atividade poderá provocar tanto estrago ao transporte aéreo internacional quanto em 2010. Segundo as autoridades islandesas, o vulcão mais ativo do país entrou em erupção nove vezes entre 1922 e 2004, e a atual erupção, iniciada no último sábado, é a mais forte dos últimos 100 anos. Ela provocou uma imensa nuvem de cinzas que atingiu cerca de 20 quilômetros de altitude.

Para ameaçar o céu europeu, a atividade vulcânica tem que se manter tão forte quanto no final de semana nos próximos dois dias. Mas a erupção dá sinais de diminuir de intensidade e poderia estar começando a expelir lava no lugar de cinzas. Além disso, ao contrário do ano passado os ventos são fracos e não vão em direção da Europa. No domingo à noite, a nuvem de cinzas se dirigia para a Groelândia, no norte.

Enquanto a diminuição da atividade não se confirma, o secretário de Estado francês dos Transportes, Thierry Mariani, garante que se necessário o espaço aéreo da França e da Europa será fechado.

Em 2010, a erupção do vulcão Eyjafjoll provocou a maior paralisia do espaço europeu em tempos de paz, com mais de 100 mil voos cancelados, cerca de 8 milhões de passageiros bloqueados nos aeroportos e milhões de euros de prejuízo. O medo de um novo colapso provoca esta manha a queda das ações das principais empresas aéreas europeias, como Air France/KLM e Lufthansa.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Acompanhe toda a actualidade internacional fazendo download da aplicação RFI

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.