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Grécia/crise

Grécia vive impasse político diante da falta de maioria para governar

O líder do partido conservador Nova Democracia, Antonis Samaras, na chegada à sede do partido em Atenas, no dia 7 de maio de 2012.
O líder do partido conservador Nova Democracia, Antonis Samaras, na chegada à sede do partido em Atenas, no dia 7 de maio de 2012. REUTERS/John Kolesidis
3 min

Após o fracasso do líder do partido Nova Democracia, primeiro colocado nas eleições legislativas , será a vez do chefe do partido Coalizão de Esquerda Radical, Alexis Tsipras, tentar nesta terça-feira formar um governo de união na Grécia. Mas a tarefa do partido que se tornou a segunda maior força política do país é considerada difícil e o país entra num período de incertezas políticas.

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Encarregado de formar um governo de coalizão, Antonis Samaras jogou a toalha nesta segunda-feira por não conseguir a maioria no parlamento apenas com os socialistas do partido Pasok. Samaras, líder do partido Nova Democracia, primeiro colocado nas eleições legislativas de domingo, se recusou a compor aliança com partidos que não apoiam os planos de austeri dade exigidos para a Grécia conseguir empréstimos dos credores e escapar da falência.

Como prevê a Constituição, cabe agora ao partido que chegou em segundo na votação, a Coalizão da Esquerda Radical, tentar formar um governo.

O presidente grego Carolos Papoulias se reúne nesta terça-feira com o líder do partido, Alexis Tsipras, que terá três dias para apresentar uma solução. Mas o fracasso é anunciado. A Coalizão da Esquerda Radical, que elegeu 52 deputados dos 300 no parlamento grego, não vai conseguir a maioria necessária para governar.

Tsipras pede uma renegociação do plano de austeridade “bárbaro” imposto pelos credores do país, o FMI, a União Europeia e o Banco Central Europeu e exclui acordos com partidos que não sejam de esquerda. O partido comunista KKE já anunciou que não será aliado da Coalizão. E a terceira força de esquerda, Dimar, obteve apenas 6,1% das cadeiras do parlamento.

Se o fracasso se confirmar, o mandato para a formação de um governo irá parar nas mãos dos socialistas do Pasok, de acordo com a Constituição grega. Caso persista o impasse político, há duas soluções: uma ampla negociação entre os partidos para formar um governo "tampão", como já aconteceu, ou convocar novas eleições.
“O país se dirige para a catástrofe. Se não houver governo de união nacional nos próximos dias, novas eleições parecem inevitáveis” afirmou o jornal Kathimérini em seu editorial nesta terça-feira.

Credores

Analistas financeiros consideram o resultado das eleições gregas um duro golpe para o Fundo Monetário Internacional que já liberou uma nova parcela de 28 bilhões de euros de um empréstimo a Atenas.

O tempo corre contra os gregos. Os europeus e o FMI vão aguardar o novo governo para liberar novas parcelas de empréstimos. Há risco de a Grécia ficar sem dinheiro para pagar suas dívidas já no mês de junho.

 

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