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Grécia/Euro

Lagarde estuda eventual saída da Grécia da zona do euro

Christine Lagarde, diretora do FMI, durante entrevista nesta quarta-feira ao canal France 24.
Christine Lagarde, diretora do FMI, durante entrevista nesta quarta-feira ao canal France 24. France 24
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Depois do fracasso da tentativa de formar um governo, o presidente grego, Carolos Papulias, recebe os líderes partidários na manhã desta quarta-feira para estabeler um "governo de urgência" até as próximas legislativas, no dia 17 de junho. A diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, disse hoje que a saída da Grécia da zona do euro é tecnicamente possível, porém custaria caro.

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Esse governo provisório teria a missão de administrar o país até as novas eleições legislativas. Pesquisas divulgadas pela imprensa grega revelam que o partido radical de esquerda Syriza, segundo colocado na votação de 6 de maio, poderia agora ser o grande vencedor. Trata-se de uma má notícia para o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a União Europeia (UE), principais credores da Grécia, que temem com o novo resultado eleitoral um abandono definitivo das medidas de austeridade.

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, voltou a insistir que o plano de ajuda a Atenas não é renegociável, e a Grécia "tem que cumprir o que prometeu".

FMI estuda saída da Grécia da zona do euro

Diante da incerteza, a eventual saída da Grécia da zona do euro não é mais um tabu. Em entrevista à televisão France 24, a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, diz que essa opção está em estudo. Lagarde apresentou dois cenários possíveis: "se os compromissos não forem respeitados, correções apropriadas podem ser feitas, ou seja, ou são atribuídos mais recursos e mais tempo ou são implementados mecanismos para a saída". Nesse caso, a saída deve ser organizada. "Isso seria extremamente caro e representaria grandes riscos, mas faz parte das opções que somos obrigados a estudar tecnicamente", afirmou Lagarde.

A instabilidade política assusta também a população grega que faz uma verdadeira corrida aos bancos. Apenas ontem, os gregos sacaram cerca de 700 milhões de euros das suas contas bancárias. Segundo o ex-ministro das Finanças da Grécia, Evangelos Venizélos, desde 2009 mais de 16 bilhões de euros foram sacados de contas do país e enviados ao exterior, sobretudo para o Reino Unido e a Suíça.

Euro e bolsas em queda livre

O aprofundamento da crise grega também continua a perturbar os mercados. O euro atingiu na manhã desta quarta-feira novo recorde de baixa em relação ao dólar e está cotado hoje a US$ 1,27. As bolsas europeias abriram em queda: Frankfurt a -0,87%, Paris a -0,77% e Londres a -1,15%.

 

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