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Grã-Bretanha/crise

Recessão na Grã-Bretanha obriga governo a rever plano de rigor

Trabalhadores ingleses da construção civil caminham pelo bairro residencial de Bow Quarter, na parte leste de Londres, perto do complexo olímpico.
Trabalhadores ingleses da construção civil caminham pelo bairro residencial de Bow Quarter, na parte leste de Londres, perto do complexo olímpico. Reuters/Olivia Harris
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A pressão aumentou para que o primeiro-ministro David Cameron abandone sua política de austeridade e adote medidas para promover o crescimento após a confirmação de que a economia do país entrou em recessão com o recuo de 0,3% do PIB no primeiro trimestre do ano.

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A contração da economia nos três primeiros meses do ano foi maior do que a previsão de recuo de 0,2%, especialmente devido a morosidade no setor da construção civil. A queda do Produto Interno por dois trimestres consecutivos configura a entrada de um país em recessão.

“ A situação continua a piorar”, disse um analista do banco HSBC para a agência de notícias AFP.

A volta à recessão é um golpe duro para o primeiro-ministro conservador David Cameron que assumiu o governo há dois anos e enfrenta as mesmas turbulências econômicas que seus vizinhos europeus. Cameron responsabiliza seus parceiros de bloco pelo recuo da economia britânica já que quase a metade das trocas do país são feitas com os integrantes da zona do euro.

Na reunião informal com os líderes dos 27 países da União Europeia, em Bruxelas, Cameron voltou a criticar as dificuldades dos dirigentes europeus para tomar ações concretas e decisivas, especialmente no caso da Grécia.

Por outro lado, o premiê insistiu que não é possível voltar atrás na política de austeridade para redução das despesas públicas que, segundo ele, permitiu que o país não enfrentasse a mesma situação dos gregos.

A oposição acusa David Cameron de “se esconder por trás da crise da zona do euro” para justificar o fracasso de seu plano de rigor que teria colocado a economia do país “de joelhos”, sem melhorar o estado das finanças públicas como esperado.

A imprensa britânica afirma que duas situações recentes devem fazer David Cameron mudar de direção: a eleição na França do socialista François Hollande, que impôs na Europa o debate sobre crescimento, e as advertências veladas feitas recentemente pelo Fundo Monetário Internacional.

Em uma visita na terça-feira, em Londres, a diretora-gerente do FMI elogiou os esforços do governo para combater os déficits mas lançou um alerta para a necessidade de uma mudança rápida de tática para evitar uma estagnação longa da economia.

 

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