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França/Itália/Grécia

Itália e França querem que a Grécia continue na zona do euro

François Hollande (e) e Mario Monti durante encontro em Roma nessa quinta-feira.
François Hollande (e) e Mario Monti durante encontro em Roma nessa quinta-feira. REUTERS/Bertrand Guay
Texto por: RFI
3 min

Durante um encontro nessa quinta-feira em Roma, o chefe do governo italiano Mario Monti e o presidente francês François Hollande confirmaram a vontade de manter os gregos na zona do euro, mas lembraram que para isso Atenas deve cumprir seus engajamentos de estabilidade orçamentária. Os dois líderes também concordaram sobre a estratégia adotada até agora pelos europeus para tentar tirar o bloco da crise econômica.

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O encontro entre François Hollande e Mario Monti tinha como objetivo preparar a reunião do dia 22 de junho, que contará com a presença dos líderes da França, Itália, Alemanha e Espanha. Durante a discussão dessa quinta-feira, o francês e o italiano disseram esperar que os gregos continuem na zona do euro. “As eleições (legislativas) serão realizadas em três dias na Grécia e eu confirmo meu desejo de que Atenas permaneça no euro e respeite seus engajamentos”, disse Monti. Hollande concordou com o colega, mas lembrou que a Grécia “é um país soberano, e o povo é que deve decidir”.

As declarações são feitas às vésperas das eleições legislativas gregas, cruciais para tirar o país da crise política que o empurra para fora da zona do euro. Atenas deve tentar mais uma vez renovar seu Parlamento, após um primeiro pleito marcado por um voto contrário às medidas de rigor impostas pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional para que o país continue recebendo a ajuda financeira.

Durante a reunião dessa quinta-feira, que durou mais de duas horas, Monti e Hollande também disseram haver “uma grande convergência de pontos de vista” entre a Itália e a França sobre as medidas implementadas para tirar a zona do euro da crise econômica. No entanto, os dois líderes lembraram que mesmo se vários esforços estão sendo feitos em termos de governança, isso ainda “não é suficiente para proteger o euro das turbulências do mercado”, enfatizou Monti.

Banco Mundial se recusa a ajudar os gregos

O chefe do Banco Mundial rejeitou nessa quinta-feira as insinuações feitas por alguns especialistas de que a instituição poderia usar sua experiência na resolução de problemas estruturais em países desenvolvidos para ajudar os gregos. “No caso da Grécia, nós tentamos guardar uma certa distância. A minha preocupação é que se o Banco Mundial se coloca como chefe de reformas para o governo de Atenas, isso não será produtivo para a Grécia e poderá ser prejudicial para o Banco”, disse Robert Zoellick, lembrando que sua instituição possui recursos limitados e que prefere utilizá-los para ajudar os países em desenvolvimento.

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