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Zona do euro/Crise

Falta de acordo sobre a Grécia fragiliza zona do euro

O ministro das Finanças francês, Pierre Moscovici (à esq.) e o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, durante reunião de ministros das Finanças da zona do euro em Bruxelas.
O ministro das Finanças francês, Pierre Moscovici (à esq.) e o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, durante reunião de ministros das Finanças da zona do euro em Bruxelas. REUTERS/Yves Herman
Texto por: RFI
3 min

O primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, declarou hoje que a estabilidade da zona do euro continua em jogo, após o fracasso das negociações nessa terça-feira, em Bruxelas, para liberar um repasse de até 44 bilhões de euros que está bloqueado desde junho. Os credores europeus e o FMI não chegaram a um consenso sobre a sustentabilidade da dívida grega.

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Após 11 horas de discussões que entraram pela madrugada desta quarta-feira, os ministros das Finanças do Eurogrupo e o FMI não chegaram a um consenso sobre a redução da enorme dívida grega e o rombo adicional de 32 bilhões de euros provocado pelo não cumprimento das metas dos dois primeiros pacotes de ajuda financeira ao país.

As medidas de austeridade adotadas até agora na Grécia, com consequências dramáticas para a população, não garantem a sustentabilidade da dívida grega. Ao contrário, a dívida continua a crescer e pode sugar 190% das riquezas produzidas pelo país em 2014. Tecnicamente, o aconselhável é manter uma relação de endividamento de 120% do Produto Interno Bruto (PIB), o que no horizonte grego só é imaginável depois de 2020.

O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, está disposto a dar mais tempo para a Grécia aplicar os ajustes fiscais necessários. A diretora do FMI, Christine Lagarde, recusa categoricamente a ideia. 

Vendo que a dívida grega se tornou impagável, os credores seguram o dinheiro novo para não enfiar num buraco sem fundo. Discutem, sem chegar a um acordo, meios de diminuir a conta, como a redução das taxas de juros dos empréstimos já concedidos, prazo maior de reembolso e até recompra de parte da dívida grega a preço de banana. Os dirigentes do norte da Europa, as economias mais ricas do bloco, têm o desafio suplementar de justificar essas despesas, que no final são pagas pelos contribuintes.

Comentando o impasse, o ministro das Finanças francês, Pierre Moscovici, disse que a complexidade das soluções em estudo ultrapassa o entendimento do cidadão comum. O único avanço da reunião foi que a Alemanha conseguiu impor um melhor controle pelos europeus dos repasses feitos à Grécia.

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