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Austeridade

FMI recomenda novas medidas de rigor a Portugal

Mulher caminha diante de anúncio de descontos em Lisboa. FMI recomenda amplos cortes no funcionalismo público
Mulher caminha diante de anúncio de descontos em Lisboa. FMI recomenda amplos cortes no funcionalismo público REUTERS/José Manuel Ribeiro
Texto por: RFI
2 min

O Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendou novas medidas de austeridade a Portugal, que sob plano de resgate financeiro. De acordo com um relatório publicado no site do governo, o órgão pede que Lisboa reduza salários e aposentadorias e corte postos do funcionalismo público para promover economias de até 4 bilhões de euros.

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O governo direitista do país pediu a consultoria do FMI e do Banco Mundial para promover uma "reforma do Estado" anunciada pelo Primeiro Ministro Pedro Passos Coelho em outubro.

Para o FMI, é preciso eliminar 20% dos 700 mil funcionários portugueses e cortar 7% dos salários dos restantes para economizar quase 3 bilhões e meio de euros. Em coletiva de imprensa, o secretário de Estado Carlos Moedas disse que o relatório do FMI é "uma contribuição entre outras" e convidou "a sociedade civil, os partidos políticos e os parceiros sociais" a participar de "um debate sereno e construtivo" sobre a reforma do Estado".

Mas, como era de se esperar, o relatório do FMI desencadeou uma avalanche de críticas, principalmente por parte dos sindicatos, que classificaram o texto de "ataque sem precedentes", "absolutamente inaceitável".

Atualmente, Portugal se beneficia de um plano de resgate internacional de 78 bilhões de euros em três anos, acordado pelo FMI e a União europeia em maio de 2011.

As propostas do FMI aparecem pouco depois de o governo anunciar um orçamento de rigor sem precedentes para 2013, que visa economizar 5,3 bilhões de euros. Oitenta por cento desta economia virá de altas nos impostos.
 

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