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Vaticano/Papa

Mistério que cerca conclave inspira jornalistas e artistas

"No conclave vote em Peter Kodwo Appiah Turkson", dizem os cartazes com a foto do prelado africano olhando para o céu.
"No conclave vote em Peter Kodwo Appiah Turkson", dizem os cartazes com a foto do prelado africano olhando para o céu. REUTERS/Alessandro Bianchi
Texto por: RFI
3 min

É uma eleição, mas não há cartazes de campanha nem candidatos oficiais e todos aqueles com chances de serem eleitores juram que não o desejam. Objeto de especulações de jornalistas e comentaristas do mundo inteiro, o conclave para escolher o futuro papa também inspira artistas.

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O mistério que cerca a eleição do papa foi parodiado por um grupo de artistas italianos. Eles montaram uma campanha em favor do cardeal ganense Peter Turkson. Cartazes espalhados por Roma mostram o religioso negro com os olhos voltados para o céu, com o slogan "No conclave, vote Peter Kodwo Appiah Turkson".

Favorito entre os cardeais africanos, Turkson é presidente do Conselho pontifical "Justiça e Paz", encarregado por Bento 16 de articular as tomadas de posição da Igreja sobre os grandes temas sociais no mundo.

Brincadeiras à parte, os cardeais que estão desde segunda-feira em Roma para preparar o conclave respondem invariavelmente com um ar modesto quando interrogados pelos jornalistas sobre suas chances na eleição.

Existe até mesmo um provérbio italiano para alertar sobre os riscos do excesso de ambição: "Quem entra papa no conclave sai cardeal".

As candidaturas são discutidas com muito tato, geralmente em conversas privadas ou durante as pausas entre as congregações preparatórias. E os cardeais são obrigados a manter suas discussões secretas, sob pena de excomunhão.

O vaticanista John Allen, do National Catholic Reporter, explica que o simples fato de dar a impressão de estar fazendo campanha para o cargo pode acabar com as chances de um candidato.

Por exemplo, quando questionado sobre a possibilidade de virar papa, o cardeal de Boston, Sean O'Malley, indicou que não tem a menor intenção de abandonar seu traje de frade capuchinho. "Uso esse uniforme há 40 anos e tenho a intenção de vesti-lo até a minha morte", disse ele.

Outro americano, Timothy Dolan, chegou a responder a um jornalista que quem pensa que ele possa ser eleito papa "fuma maconha".

Já o cardeal canadense Marc Ouellet, que dirige a influente congregação dos bispos e é citado como um dos mais fortes candidatos ao cargo, afirmou que não consegue pensar nisso agora e que acredita que ser papa "seria um pesadelo".

"Confesso que isso me faz refletir, me faz rezar e me dá um pouco de medo. Tenho consciência do peso dessa tarefa", disse. Mas ele se apressou a acrescentar: "há um certo número de pessoas que têm mais chances que eu de serem eleitas".

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