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Chipre/Crise

Bancos do Chipre voltam a funcionar após 12 dias fechados

Bancos do Chipre reabrem nesta quinta-feira para saques de até 300 euros.
Bancos do Chipre reabrem nesta quinta-feira para saques de até 300 euros. REUTERS/Yorgos Karahalis
Texto por: RFI
3 min

Os bancos do Chipre reabriram suas portas ao meio-dia desta quinta-feira, 28 de março de 2013, após 12 dias fechados. Dezenas de pessoas aguardavam a reabertura das agências para poder retirar dinheiro, fazer transferências e pagamentos. Até o momento, não há notícias de tumulto.

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Um forte esquema de segurança foi montado para garantir a reabertura dos bancos. Até três policias, alguns armados, vigiam cada agência numa cena inédita no país. Os clientes parecem estar acatando o pedido da Associação de Bancos que recomendou “paciência e compreensão” neste primeiro dia de funcionamento.

As agências voltam a funcionar com restrições jamais vistas na zona do euro para evitar uma fuga em massa de capitais. Um decreto publicado na noite de ontem pelo ministério das Finanças cipriota limita o valor dos saques a 300 euros, cerca de 800 reais, por dia, por pessoa e por banco. As transferências para o exterior não podem ser superiores a cinco mil euros por mês e viajantes não poderão sair do país com mais de mil euros em dinheiro.

As agências reabriram ao meio-dia, hora local, sete da manhã em Brasília, e ficarão abertas até às 18h locais. A partir de amanhã, os bancos cipriotas voltam a funcionar normalmente, mas as restrições continuam.

À beira da falência, o Chipre aceitou reduzir drasticamente seu sistema bancário em troca de uma ajuda de 10 bilhões de euros da União Europeia, do FMI e do Banco Central Europeu. A principal dificuldade do governo cipriota é garantir a solidez do Banco de Chipre, o maior do país, que terá os depósitos bancários superiores a 100 mil euros taxados em pelo menos 40%. Além disso, a instituição deve absorver as contas do Banco Laiki, o segundo do país, que deixará de existir.

O Chipre está em recessão há dois anos e a população agora teme o atraso do pagamento dos salários deste mês. Desde o anúncio do plano de resgate, os cipriotas realizam protestos diários contra as medidas impostas pelos credores.
 

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