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Polônia/Auschwitz

Brasileiros participam de marcha em homenagem às vítimas do Holocausto

Arquivos sobre o Holocausto contêm 30 milhões de documentos de sobreviventes do nazismo.
Arquivos sobre o Holocausto contêm 30 milhões de documentos de sobreviventes do nazismo. REUTERS
3 min

Onze mil judeus de vários países, a maioria jovens, iniciaram nesta segunda-feira a 22ª Marcha da Vida, percorrendo os 3 km que separam o campo de extermínio de Birkenau do campo de concentração de Auschwitz, de onde os judeus partiam para a morte durante a Segunda Guerra Mundial. A marcha faz parte das celebrações do Iom Hashoá (Dia do Holocausto).

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Uma grande delegação do Exército israelense, liderada pelo chefe do Estado-Maior Benny Gantz, encabeçou a marcha, seguida pelo presidente do Congresso Judaico Mundial, Ron Lauder, e 500 sobreviventes do Holocausto. Como acontece todo ano, os participantes cruzaram o portão do campo de concentração onde até hoje se lê a inscrição nazista "Arbeit macht frei", em português "o trabalho liberta". A marcha reúne jovens de 40 países e 2 mil poloneses.

Durante o Holocausto, cerca de 6 milhões de judeus morreram. Só nos campos de Auschwitz e Birkenau, localizados em Oswiecim, no sul da Polônia, morreram entre 1,1 e 1,5 milhão de pessoas, em sua maioria judeus. Mas eles não foram as únicas vítimas da tragédia. Também morreram no local 85 mil poloneses não-judeus, 20 mil ciganos, 15 mil soviéticos e 12 mil pessoas de outras nacionalidades. As vítimas morriam de fome, doenças ou eram exterminadas em câmaras de gás. 

Este ano, as histórias de sobreviventes do Holocausto e da Marcha da Vida serão registradas em um documentário e em um livro-fotográfico idealizados pelo publicitário brasileiro Márcio Pitliuk. Segundo Pitliuk revelou em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o livro-fotográfico terá 200 páginas e será escrito em cinco línguas (inglês, português, francês, espanhol e hebraico). As fotos serão feitas pelo fotógrafo Márcio Scavone e o texto será do próprio Pitliuk. Já o documentário terá aproximadamente uma hora e meia de duração e será dirigido pela americana Jéssica Sanders, indicada ao Oscar na categoria documentário em 2006.

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