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Reino Unido/Homenagem

Thatcher dispensou show aéreo em funeral para evitar gasto público

Euforia e tristeza tomaram as ruas de Londres após o falecimento da "Dama de Ferro".
Euforia e tristeza tomaram as ruas de Londres após o falecimento da "Dama de Ferro". REUTERS/Suzanne Plunkett
4 min

A Grã-Bretanha prepara o funeral de Margaret Thatcher, morta ontem aos 87 anos. Ainda em vida, Thatcher pediu que fossem dispensadas demonstrações aéreas para evitar gasto desnecessário de dinheiro público. O funeral da "Dama de Ferro", como ficou conhecida, foi marcado hoje para quarta-feira 17 de abril.

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A primeira e única mulher a ter governado o Reino Unido terá um funeral cerimonial, ou seja, abaixo do funeral de Estado na nomenclatura do protocolo britânico. O funeral de Estado, mais pomposo, é reservado aos monarcas. A cerimônia fúnebre, definida por ela ainda em vida, será realizada na Catedral Saint-Paul com honras militares.

Na noite dessa segunda-feira, o caixão com o corpo de Thatcher deixou o hotel Ritz, em Londres, e foi levado para um local desconhecido. De acordo com o desejo da ex-premiê, seu corpo será cremado em cerimônia íntima familiar.

Personalidade controversa, mas de influência determinante na história do século 20, o desaparecimento de Thatcher provoca reações diversas em seu próprio país. A política conservadora foi responsável pela mais longa administração do Reino Unido, e suas reformas liberais criaram prejudicados e beneficiados pelas medidas de privatização, desregulamentação do mercado financeiro e corte de benefícios sociais. Thatcher dividiu o país, governou impondo uma visão sem nuances, preto e branco, dos problemas e soluções para o Reino Unido.

Líderes mundiais elogiam protagonismo de Thatcher 

O governo da Argentina, país que perdeu a guerra das Malvinas durante o mandato de Thatcher, evita fazer comentários sobre a morte da ex-primeira-ministra. A associação de ex-combatentes nas Malvinas lamentou que Thatcher tenha morrido impune.

Para o primeiro-minsitro David Cameron, o país perde ‘’uma grande dirigente, chefe de governo e uma iminente britânica’’. A rainha Elizabeth 2ª também se disse ‘triste’ e enviou uma mensagem de condolências à família. O ex-premiê Tony Blair, do Partido Trabalhista, estimou que ‘’poucos dirigentes conseguiram mudar não somente a paisagem política de seu país, mas de todo o mundo".

O presidente Barack Obama também se manifestou, dizendo que os Estados Unidos perderam uma "de suas maiores advogadas da liberdade e uma verdadeira amiga". O ex-presidente Bill Clinton disse que Thatcher foi "uma mulher emblemática, uma líder sem medo, e uma grande amiga dos Estados Unidos’’.

Para o chefe de Estado francês, François Hollande, o mundo perde uma ‘’grande personalidade’’. O premiê Jean-Marc Ayrault também se pronunciou sobre a morte de Thatcher, dizendo que ela foi uma ‘’grande representante da política’’.

Para a chanceler Angela Merkel, a "Dama de Ferro" marcou a Grã-Bretanha moderna e "foi uma líder extraordinária de sua época". O ex-chanceler alemão Helmut Kohl lembrou "o amor pela libertade" e a "franqueza" de Thatcher. "Apesar de nossas diferentes concepções sobre diversos assuntos, sempre houve respeito mútuo", declarou.

Para o presidente de Israel, Shimon Peres, "Thatcher apoiou o país em períodos de crise e utilizou sua influência para a paz".

O presidente sul-africano, Jacob Zuma, o premiê espanhol, Mariano Rajoy, e o secretário-geral da ONU também enviaram mensagens lembrando do protagonismo político de Thatcher.

O papa Francisco enviou suas condolências, lembrando que a ex primeira-ministra ''favoreceu a liberdade na família das nações".

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