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Portugal/crise

Taxa de desemprego em Portugal bate recorde e chega a 17,7%

Manifestação em Lisboa contra a pobreza, que não para de crescer no país
Manifestação em Lisboa contra a pobreza, que não para de crescer no país REUTERS/Hugo Correia
Texto por: RFI
3 min

A taxa de desemprego em Portugal atingiu 17,7% no primeiro trimestre de 2013, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (9) pelo INE, o Instituto Nacional de Estatísticas. Um recorde para o país, um dos mais atingidos pela crise, obrigado a aplicar um programa rígido de austeridade para receber ajuda financeira da Europa.

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Segundo o INE, Portugal agora conta com 925 mil desempregados. O número representa um aumento de 16,2%, o equivalente a 132.900 mil pessoas a mais sem trabalho. Entre os jovens de 15 a 24 anos, a taxa de desemprego chega a 42,1%, quase 6% a mais do que os 36,2% registrados há cerca de um ano. Entre os trabalhadores entre 25 e 34 anos, o aumento foi de 19,8%, e de 4% em um trimestre. Do total da população de 10,5 milhões de habitantes, apenas 4,4 milhões tem emprego.

Em 2013, o governo estima que a taxa de desemprego possa atingir 18,2%, podendo chegar a 18,5% no próximo ano. Recentemente, o governo apresentou um novo programa cortes que prevê, entre outras medidas, a supressão de 30 mil funcionários de um total de 700.000. O governo ainda estipulou o aumento do tempo de trabalho de 35 para 40 horas semanais, e também pretende mudar a idade mínima para a aposentadoria, que passaria de 65 para 66 anos.

A alta da taxa de desemprego, que foi de 15,7% no ano passado, coincide com a política de austeridade, que contribuiu para a derrocada da economia. Em 2012, a recessão foi de 3,2%, e deverá permanecer até o fim do ano em 2,3%. A troika, o grupo de credores formado pela União Europeia, o FMI e o Banco Central Europeu, está em Lisboa desde segunda-feira, para avaliar o plano de corte de gastos proposto pelo governo.

A Corte Constitucional rejeitou várias medidas orçamentárias para 2013, um ano que foi marcado pela alta de impostos. A recessão e o desemprego são as principais dificuldades enfrentadas pelo governo português para colocar em prática as medidas de contenção de gastos e receber a ajuda de 78 bilhões de euros concedida em 2011 pela União Europeia e o Fundo Monetário Internacional, .

Em abril, o governo apresentou um plano de relance da economia, que prevê um estímulo à atividade de pequenas e médias empresas e o desenvolvimento da exportação. Mas, de uma maneira geral, esse plano foi considerado apenas como um "catálogo de boas intenções" pela oposição. Mas as medidas do governo do premiê Pedro Passos Coelho repercutiram junto aos credores, que aceitaram aliviar os engajamentos para a diminuição do déficit público.

 

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