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Grécia/Crise

Grécia tem greves e protestos contra reforma da função pública

Policiais protestam em Atenas contra a reforma da função pública nesta segunda-feira, 15 de julho de 2013.
Policiais protestam em Atenas contra a reforma da função pública nesta segunda-feira, 15 de julho de 2013. REUTERS/Yorgos Karahalis
Texto por: RFI
4 min

A Grécia terá uma semana em ritmo de manifestações e greves. Uma greve geral convocada pelos sindicatos dos setores público e privado está marcada para terça-feira contra a reforma da função pública. O projeto de lei será discutido na quarta-feira no parlamento grego, onde o governo só conta com cinco votos de maioria. Os cortes no setor público são uma exigência dos credores internacionais para liberar uma parcela de 7 bilhões de euros de ajuda financeira à Grécia.

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Um mês após ter provocado uma crise política ao decidir fechar repentinamente a rede pública de rádio e televisão ERT, o governo do conservador Antonis Samaras aborda esta semana uma série de eventos cruciais no Parlamento, onde sua maioria se reduz a cinco cadeiras, e na rua, onde as mobilizações se multiplicam. Na quinta-feira a Grécia recebe a visita do ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, principal artífice das reformas contestadas.

Para continuar recebendo o resgate financeiro da troika de credores internacionais (Banco Central Europeu, União Europeia e Fundo Monetário Internacional), o governo grego deve suprimir quatro mil empregos públicos até o final de 2013 e impôr a mutação forçada de 12 mil servidores.

O texto apresentado no Parlamento regulamenta esta reorganização da função pública grega: até o final de julho 4.200 funcionários entrarão em uma espécie de reserva de mobilidade por oito meses, durante os quais receberão 75% do salário. Se eles se recusarem a serem transferidos, serão despedidos.

Os primeiros atingidos por essa reorganização serão os professores e os cerca de 3.500 policiais municipais do país que deverão ser integrados ao corpo da polícia nacional. Estes últimos começaram na última semana a protestar nas ruas de Atenas, com desfiles quase diários de motos e barulho de sirenes.

Nesta terça-feira, acontece uma greve geral convocada por sindicatos gregos dos setores privado e público com o slogan: "não somos números, somos trabalhadores".

O setor da saúde, que também será afetado pela reforma do serviço público, também planeja atos na terça-feira e no dia 24 de julho.

Os prefeitos aderiram à contestação e mais da metade deles ameaçou renunciar caso o governo se recuse a ouvir suas propostas sobre a reforma da administração local. As prefeituras vão fechar de segunda a quarta-feira e os prefeitos devem se reunir em Atenas no dia da votação do texto.

Aprovação

Apesar de sua pequena maioria e de grandes divergências internas, a coalizão no poder deve conseguir fazer com que o parlamento adote o texto, segundo os observadores.

Os parlamentares também vão discutir no final da semana um projeto de lei que cria oficialmente o novo organismo público de rádio e televisão, que emite programas temporários desde a última quarta-feira.

É nesse contexto que o governo grego espera a visita do ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, na quinta-feira, para conversar sobre a ajuda bilateral que a primeira economia europeia pode dar à Grécia. Um dos resultados da visita pode ser a assinatura de um acordo visando facilitar o acesso ao crédito para as pequenas e médias empresas por meio do banco público alemão KfW.

Em plena campanha eleitoral, o governo alemão lançou uma iniciativa parecida na Espanha na semana passada.

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