Vaticano/Dia Mundial da Paz

Papa Francisco pede mais solidariedade e menos violência em 2014

Papa Francisco lê o primeiro Angelus do ano na sacada do palácio apostólico no Vaticano, 1° de janeiro de 2014.
Papa Francisco lê o primeiro Angelus do ano na sacada do palácio apostólico no Vaticano, 1° de janeiro de 2014. REUTERS/Giampiero Sposito

O papa Francisco pediu nesta quarta-feira (1º) mais solidariedade e menos violência no mundo em seu primeiro Angelus do ano, diante de uma multidão de fiéis reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano. "Todos nós temos a responsabilidade de trabalhar para tornar o mundo numa comunidade de irmãos que se respeitam, aceitam suas diferenças e cuidam uns dos outros", disse o papa.

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A Igreja Católica celebra em 1° de janeiro o Dia Mundial da Paz. Com palavras simples, mas não menos profundas, o primeiro papa da América Latina pediu o fim da violência e da injustiça que "não pode nos deixar indiferentes ou imóveis".

"É hora de parar na estrada da violência", declarou com veemência, desviando a atenção do texto preparado com antecedência.

"O que acontece no coração da humanidade?", questionou, destacando em seguida "a força da bondade, a força não-violenta da verdade e do amor".

Durante a missa de Ano Novo celebrada na parte da manhã na Basílica de São Pedro, na presença de muitos membros do corpo diplomático que trabalham com a Santa Sé, ele também falou de "fome e da sede de justiça e de paz".

Para o papa, 2014 deve trazer "um verdadeiro compromisso com a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva". Ele também exortou os fiéis a mostrar "força, coragem e esperança" durante o novo ano que se inicia.

Fiel ao estilo familiar que lhe rendeu grande popularidade, o papa Francisco terminou sua oração saudando a multidão sob um sol brilhante com um alegre "bom almoço e bom ano!"

Eleito em março de 2013, após a renúncia histórica de seu antecessor Bento 16, Francisco fez crescer as esperanças de mudanças na Igreja Católica, abalada por uma série de escândalos, incluindo de pedofilia, e a secularização das sociedades ocidentais.

O papa de 77 anos defende uma Igreja pobre para os pobres, menos "auto-referencial" (centrada no Vaticano) e mais colegial, dando mais peso para os bispos de todo o mundo.

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