Portugal/Crise/Economia

Retorno de Portugal ao mercado financeiro é um sucesso

O premiê português Pedro Passos Coelho celebrou o sucesso da oferta de títulos da dívida, mas disse que o retorno ao mercado financeiro será progressivo.
O premiê português Pedro Passos Coelho celebrou o sucesso da oferta de títulos da dívida, mas disse que o retorno ao mercado financeiro será progressivo. REUTERS/Tobias Schwarz

O governo português lançou nesta quinta-feira, 9 de janeiro, sua primeira oferta de títulos da dívida pública em um ano. A operação, que arrecadou 3,25 bilhões de euros (mais de 10 bilhões de reais), foi considerada um sucesso. Essa volta aos mercados é uma etapa vista como crucial antes do fim do programa de ajuda financeira ao país, previsto para 17 de maio.

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Dois dias após o sucesso da emissão de títulos da Irlanda, nessa quinta-feira foi a vez de Portugal testar os mercados. Lisboa lançou pela primeira vez desde janeiro de 2013 emissões de títulos a 5 anos, o que permite atrair recursos sem correr muitos riscos. Esse tipo de empréstimo consiste em financiar-se diretamente por meio de bancos selecionados previamente, que podem conservar ou revender os títulos da dívida.

A operação arrecadou 3,25 bilhões de euros (mais de 10 bilhões de reais). Mas segundo a ministra portuguesa das Finanças, Maria Luis Albuquerque, a emissão provocou uma demanda três vezes maior que a oferta (cerca de 11 bilhões de euros). “Estamos muito satisfeitos”, disse ela.

Já o primeiro-ministro português Pedro Passos Coelho foi mais ponderado. Segundo ele, “o retorno aos mercado não será feito em uma única emissão e será realizado de maneira progressiva, mas nós começamos muito bem”. As taxas registradas foram de 4,657%, um nível inferior ao da última operação similar, realizada em janeiro de 2013 (4,891%).

O sucesso dessa operação é considerado primordial para que Portugal deixe o programa de ajuda de 78 bilhões de euros sem ter que pedir uma extensão do apoio negociado com a troica  de credores internacionais, grupo formado pela União Europeia, o Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional.

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