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Vaticano/Diplomacia

Papa Francisco expressa 'horror' pelo aborto e tráfico de crianças

O papa Francisco durante audiência no Vaticano nesta segunda-feira, 13 de janeiro de 2014.
O papa Francisco durante audiência no Vaticano nesta segunda-feira, 13 de janeiro de 2014. REUTERS/Andrew Medichini/Pool
3 min

O papa Francisco disse hoje sentir horror perante o aborto, a utilização de crianças como soldados ou todas as formas de tráfico de seres humanos de que tantas pessoas são vítimas. A declaração foi feita durante uma reunião do corpo diplomático do Vaticano, em que o papa pediu a todos os presentes o compromisso com a paz e os direitos humanos.

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"Muitas vezes os seres humanos são tratados como se fossem coisas desnecessárias. Por exemplo, só de pensar nas crianças que nunca poderão ver a luz, por serem vítimas de aborto, causa-me horror", afirmou Francisco. Foi o pronunciamento mais contundente contra o aborto feito pelo papa até hoje.

Na tradicional audiência com o corpo diplomático acreditado no Vaticano, o papa expressou também "o horror" que sente perante "as crianças usadas como soldados, violentadas ou mortas em conflitos armados, ou aquelas que são objeto de troca nesta terrível forma de escravatura moderna que é o tráfico de seres humanos, um crime contra a humanidade". O papa denunciou também o drama da fome, que atinge essas crianças. "Pensar que tantos alimentos são desperdiçados todos os dias em vários lugares do mundo."

Ele destacou, entre outros, os conflitos na Síria, República Centro-Africana, no Sudão do Sul, Mali, Iraque, Egito, Líbano, Israel, Palestina, Nigéria e Coreia do Norte.

De acordo com sua visão franciscana da "criação", ele também criticou "a exploração gananciosa dos recursos ambientais". "Lembro-me de um ditado popular: Deus perdoa sempre, nós nos perdoamos às vezes, mas a natureza nunca perdoa quando ela é maltratada", observou o papa argentino. Ele citou ainda as consequências devastadoras de desastres naturais recentes.

Diante de 183 delegações diplomáticas, o papa defendeu a família - "linguagem de paz para a sociedade que os Estados devem apoiar, promover e consolidar", fazendo ainda um apelo para que os idosos não sejam excluídos da vida social.

Francisco também reiterou a sua preocupação com "as multidões de pessoas deslocadas e os refugiados, números anônimos nos campos, e as vítimas de naufrágios diante de uma indiferença geral".

Guerra na Síria

O Vaticano também organizou nesta segunda-feira (13) uma reunião a portas fechadas com especialistas internacionais, a fim de analisar os fatores que podem contribuir para uma solução para a paz voltar à Síria. "Espero que a conferência Genebra 2 marque o início do esperado caminho da pacificação", disse o pontífice, pedindo "o respeito total ao direito humanitário".

Francisco reiterou que "não se deve aceitar que a população civil inocente seja atingida, principalmente as crianças, e deve-se garantir, de todas as maneiras possíveis, a assistência humanitária".

 

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