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França/Ucrânia

França pede fim da repressão de protestos na Ucrânia

Manifestantes na Praça da Independência, em Kiev, 24 de janeiro de 2014.
Manifestantes na Praça da Independência, em Kiev, 24 de janeiro de 2014. REUTERS/Gleb Garanich
2 min

A França convoca nesta sexta-feira (24), em Paris, o embaixador da Ucrânia para “condenar” a repressão de manifestantes na capital Kiev, anunciou o ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, se dizendo "preocupado e indignado”. Cinco pessoas morreram ontem, vítimas da violência policial.

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Os simpatizantes da oposição passaram à ofensiva, com ocupação do ministério da Agricultura, a 100 metros da Praça da Independência, epicentro dos protestos. Uma nova barricada de quase três metros de altura foi levantada em poucos minutos, com sacos de neve.

Laurent Fabius fez um apelo ao diálogo entre o presidente ucraniano, Viktor Ianukovitch, e representantes da oposição. O chanceler francês acrescentou que está em contato com o ex-boxeador Vitali Klitschko, um dos principais líderes da oposição.

Diálogo fracassado

Ontem à noite, as negociações entre o presidente e os líderes da oposição fracassaram mais uma vez. Klitschko informou que a única concessão feita pelo governo foi a promessa de “libertar todos os militantes presos, caso não haja mais confrontos”. “Ficou claro que vamos ter de partir para a ofensiva”, declarou pelo Facebook um dos chefes da oposição, Olexandre Danyliouk.

O movimento se estendeu ao oeste do país, onde prédios administrativos foram ocupados por manifestantes em várias cidades.

Opositores ao governo ocupam a região central de Kiev desde o final de novembro, depois que Ianukovich renunciou a uma parceria comercial com a União Europeia e reforçou sua aliança com a Rússia. Desde domingo, os confrontos se tornaram mais violentos.

Reações internacionais

A União Europeia advertiu que "estudará possíveis ações e as consequências" para suas relações com a Ucrânia, enquanto Washington anunciou as primeiras sanções. A Rússia, por sua vez, garantiu que não irá intervir na situação da Ucrânia, dizendo que " as autoridades ucranianas sabem o que precisa ser feito e encontrarão a melhor solução para voltar à normalidade e restabelecer a paz".
 

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