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Itália/ governo

Provável premiê, Matteo Renzi é convocado pela presidência italiana

Matteo Renzi, em uma foto de dezembro.
Matteo Renzi, em uma foto de dezembro. REUTERS/Tony Gentile/Files
Texto por: RFI
3 min

O secretário nacional do Partido Democrata italiano, Matteo Renzi, foi convocado neste domingo (16) para uma reunião na presidência da República amanhã (17), na qual será indicado para ocupar o cargo de primeiro-ministro do país. Ele deve suceder Enrico Letta, que foi levado a se demitir do cargo na última sexta-feira. Renzi realizou consultas a possíveis ministros para o seu governo durante o final de semana. 

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“O presidente da República, Giorgio Napolitano, convoca na segunda-feira às 10h30 [6h30], no palácio do Quirinal, o secretário nacional do Partido Democrata, Matteo Renzi”, diz um comunicado divulgado pela presidência. Para a imprensa italiana, a indicação dele como novo primeiro-ministro é dada como certa.

Renzi deverá formar o 65º governo italiano após a Segunda Guerra Mundial. Aos 39 anos, o prefeito de Florença foi eleito em dezembro para a liderança do Partido Democrata, de centro-esquerda, e deve se tornar o mais jovem premiê que a Itália já teve. Ele também será o terceiro primeiro-ministro consecutivo a ser indicado sem passar por eleições.

Renzi foi um dos pivôs da renúncia do também democrata Enrico Letta, ao protagonizar as críticas ao ex-premiê durante os últimos dois meses, acusando-o de "lentidão e falta de determinação" na chefia do Governo. A disputa interna culminou com a renúncia de Letta, depois de perder o apoio da maioria dos parlamentares de seu partido.

Pela legislação italiana, cabe ao presidente da República determinar os próximos passos para a formação de um novo governo. Napolitano passou a sexta e o sábado em consultas às principais lideranças partidárias italianas, antes de anunciar a convocação de Renzi, neste domingo.

Obstáculos

Assim que receber o mandato de chefe de Estado, o democrata deverá chegar a um acordo com o partido Novo Centro Direita, do conservador Angelino Alfano. A negociação é essencial para a formação de uma maioria parlamentar, uma vez que o NCD ocupa 30 cadeiras no Senado e 29 na Câmara de Deputados.

Neste domingo, Alfano fez questão de ressaltar a importância do partido para o futuro governo. “Nós somos simplesmente indispensáveis para o nascimento deste governo. Se nós dissermos ‘não’, ao governo, ele pode não existir”, afirmou. Alfano exige que a coalizão entre a esquerda e a direita “não vire à esquerda”.

Ao longo do final de semana, Renzi multiplicou as consultas a possíveis ministros de seu governo. Ele já recebeu duas negativas até agora: de seu amigo escritor Alessandro Baricco, cotado para o Ministério da Cultura, e de Andrea Guerra, presidente da multinacional Luxottica, sondado para chefiar o Ministério do Desenvolvimento Econômico.

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