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Ucrânia/Crise política

Após noite de violência na Ucrânia, União Europeia estuda sanções contra Yanukovitch

Integrantes da tropa de choque armados com canhões de água e bombas de efeito moral entraram em confronto com manifestantes antigoverno no centro de Kiev na madrugada desta quarta-feira (19).
Integrantes da tropa de choque armados com canhões de água e bombas de efeito moral entraram em confronto com manifestantes antigoverno no centro de Kiev na madrugada desta quarta-feira (19). REUTERS/Maks Levin
Texto por: RFI
4 min

Ao menos 25 pessoas morreram esta noite em violentos confrontos entre policiais e manifestantes na capital ucraniana. O presidente Viktor Yanukovitch decretou um dia de luto nacional e acusou a oposição de ter lançado uma insurreição. A União Europeia realiza nesta quinta-feira (20) uma reunião extraordinária para decidir sobre eventuais sanções ao governo ucraniano.

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Em uma mensagem à nação divulgada nesta madrugada após mais um encontro sem resultado com os líderes da oposição, Viktor Yanukovitch disse que eles "ultrapassaram os limites" ao pregarem uma "luta armada" para tomar o poder. O presidente ucraniano garantiu que os culpados "comparecerão diante da Justiça".

Além dos 25 mortos, os confrontos entre policiais e manifestantes e uma ofensiva das forças especiais deixaram mais de 240 feridos que tiveram que ser hospitalizados, incluindo 79 policiais e cinco jornalistas. O governo decretou um dia de luto nacional nesta quinta-feira.

Um repórter do jornal Vesti foi assassinado com tiros por desconhecidos perto do local dos confrontos, segundo o diário próximo do poder.

Manifestantes tomaram prédios públicos e um depósito de armas em Lviv, no oeste do país.

O movimento de contestação começou depois que o presidente Yanukovitch se recusou a assinar um acordo comercial com a União Europeia para privilegiar sua parceria com a Rússia.

Nesta quarta-feira a Rússia denunciou uma "tentativa de golpe de Estado" na Ucrânia e declarou "exigir dos líderes da oposição que coloquem um fim na violência", em um comunicado do Ministério das Relações Exteriores.

Já o porta-voz do presidente russo afirmou que Vladimir Putin não dá conselhos a Yanukovitch sobre a crise ucraniana. Mas confirmou que os dois dirigentes conversaram por telefone durante esta madrugada.

Reação europeia

Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia realizam nesta quinta-feira (20) uma reunião de urgência em Bruxelas para discutir possíveis sanções contra o regime do presidente ucraniano Viktor Yanukovitch.

Nesta quarta-feira, Catherine Ashton, chefe da diplomacia europeia, convocou uma reunião dos embaixadores do bloco encarregados das questões de segurança a fim de estudar "todas as opções", "incluindo sanções contra os responsáveis pela repressão e as violações dos direitos humanos", segundo um comunicado.

"Esperamos que os Estados membros da União Europeia possam chegar a um acordo de maneira urgente sobre medidas contra os responsáveis pela violência e pelo uso excessivo de força", declarou o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso. Ele se disse "chocado e consternado" pelos últimos acontecimentos na Ucrânia e afirmou que "nada pode legitimar ou justificar tais cenas".

Entre as possíveis sanções estão a proibição de vistos e o congelamento de bens. Mas o bloco está dividido, pois vários países vizinhos da Ucrânia temem que eventuais sanções possam fazer com que o regime adote uma atitude ainda mais severa em relação à oposição.

Essa não é a posição da Polônia, que faz fronteira com a Ucrânia e vai defender a adoção de sanções. O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, disse, também nesta quarta-feira, que seu país está disposto a acolher feridos e refugiados.

O presidente francês, François Hollande, divulgou um comunicado defendendo a adoção de sanções pontuais pela União Europeia.

No Vaticano, o papa Francisco se declarou preocupado pelos confrontos na Ucrânia e pediu que todas as partes parem com a violência.

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