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UE/Ucrânia

União Europeia se reúne para discutir sanções contra Ucrânia

Manifestantes contra o governo ucraniano se protegem em barricada contra forças de segurança.
Manifestantes contra o governo ucraniano se protegem em barricada contra forças de segurança. REUTERS/Konstantin Grishin
3 min

A União Europeia realiza nesta quinta-feira (20) uma reunião extraordinária para decidir sobre eventuais sanções ao governo ucraniano, diante da escalada da violência na capital Kiev, que provocou pelo menos 26 mortes na noite de terça para quarta. Mais de 200 pessoas ficaram feridas. Entre as possíveis sanções, estão a proibição de vistos para integrantes do alto escalão próximos ao presidente ucraniano, Viktor Yanukovitch, e o congelamento de bens.

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Antes da reunião em Bruxelas, os ministros das Relações Exteriores da França, Alemanha e Polônia se encontram em Kiev com Yanukovitch e líderes da oposição. Depois, os chanceleres se dirigem à reunião especial da União Europeia, onde será tomada uma decisão final sobre as sanções contra o governo ucraniano.

Catherine Ashton, chefe da diplomacia europeia, convocou nesta quarta uma reunião dos embaixadores do bloco encarregados das questões de segurança, a fim de estudar "todas as opções", "incluindo sanções contra os responsáveis pela repressão e as violações dos direitos humanos", segundo um comunicado.

"Esperamos que os Estados membros da União Europeia possam chegar a um acordo de maneira urgente sobre medidas contra os responsáveis pela violência e pelo uso excessivo de força", declarou o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso. Ele se disse "chocado e consternado" pelos últimos acontecimentos na Ucrânia e afirmou que "nada pode legitimar ou justificar tais cenas".

Luto

O presidente ucraniano decretou um dia de luto nacional nesta quarta-feira e acusou a oposição de ter lançado uma insurreição. Em uma mensagem à nação, divulgada após mais um encontro sem resultado com os líderes da oposição, Yanukovitch disse que eles "ultrapassaram os limites" ao pregar uma "luta armada" para tomar o poder. O presidente garantiu que os culpados "comparecerão diante da Justiça".

A Ucrânia vive um período de protestos sem precedentes, desde a independência do bloco soviético em 1991. No final de novembro, manifestantes tomaram o centro da capital Kiev, em repúdio contra a decisão do governo de rejeitar um acordo comercial com a União Europeia para privilegiar a parceria com a Rússia.
O movimento de contestação também se espalha pelo país. Em Lviv, no oeste, vários prédios públicos e um depósito de armas foram ocupados por manifestantes.

Além dos pelo menos 26 mortos, os confrontos entre policiais e manifestantes, e uma ofensiva das forças especiais deixaram mais de 240 feridos, incluindo 79 policiais e cinco jornalistas.

Moscou

Nesta quarta-feira a Rússia, em um comunicado do Ministério das Relações Exteriores, denunciou uma "tentativa de golpe de Estado" na Ucrânia e declarou "exigir dos líderes da oposição que coloquem um fim na violência".

Já o porta-voz do presidente russo afirmou que Vladimir Putin não dá conselhos a Yanukovitch sobre a crise ucraniana. Mas confirmou que os dois dirigentes conversaram por telefone durante a madrugada.
 

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