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Itália/política

Matteo Renzi presta juramento como novo primeiro-ministro

Matteo Renzi (à dir.) ao lado do presidente italiano Girogio Napolitano durante cerimônia de juramento no Palácio Quirinale, em Roma.
Matteo Renzi (à dir.) ao lado do presidente italiano Girogio Napolitano durante cerimônia de juramento no Palácio Quirinale, em Roma. Foto: REUTERS/Remo Casilli
4 min

Matteo Renzi, de 39 anos, o mais jovem primeiro-ministro da Itália e da União Europeia, prestou juramento neste sábado (22) junto com sua equipe de governo no Palácio Quirinale, sede da presidência italiana, em Roma. Renzi anunciou na sexta seu gabinete formado por 16 ministros, sendo dois terços com nomes novos da política italiana e metade com mulheres. A média de idade do novo executivo italiano, 47,8 anos, é a mais baixa na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

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Horas antes do juramento, neste sábado, ele agradeceu pelo Twitter as mensagens de apoio recebidas dos italianos. “Tarefa é difícil. Mas somos a Itália, seremos bem sucedidos. Um compromisso: sermos nós mesmos, livres e simples”, escreveu

Encarregado na segunda-feira pelo presidente Giorgio Napolitano de formar um novo gabinete, Renzi foi o primeiro a prestar juramento diante da Constituição. Ele estava acompanhado de sua mulher, Agnese, e de seus três filhos, vestidos com as cores da bandeira italiana.Depois do juramento, ele agradeceu a confiança do presidente Napolitano.

Na seqüência, os membros de seu governo também prestaram o juramento na presença de muitos políticos e familiares. O único ausente na cerimônia foi Pier Carlo Padoan, nomeado para o ministério da Economia e das Finanças, que se encontra na Austrália para a reunião ministerial do G20, o grupo das vinte maiores economias do planeta. Padoan deverá retornar à Roma na noite deste sábado.

Imprensa italiana expressa dúvidas sobre futuro governo

A imprensa italiana é unânime em afirmar que os desafios de Matteo Renzi de voltar a dar esperança aos italianos são imensos. “É um governo Renzi, e nada mais. Muitos (políticos) novos, poucas personalidades. Muitas mulheres, enfim, muitos jovens... um executivo feito sob medida pelo chefe”, resumiu Ezio Mauro, diretor do jornal La Reppublica.

A ausência de um vice-primeiro ministro é um “sinal forte”, acrescentou o editorialista. No governo anterior, o cargo foi ocupado por Angelino Alfano, de centro-direita, para contrabalançar o poder de Enrico Letta, do Partido Democrático, mesma legenda de Renzi.

Na análise do La Reppublica, Renzi aposta demais que o foco será sobretudo em sua "energia política". Por isso, o jornal considera que o novo governo vai deixá-lo exposto demais em qualquer assunto. O ex-prefeito de Florença parece consciente da situação quando disse: “estamos arriscando não apenas nossas carreiras mas também nossas cabeças”, ao referir-se a ele e aos membros de seu governo. 

No Corriere della Sera, o analista Antonio Polito afirma que o novo governo “é o retrato de uma busca ávida do primeiro-ministro pela novidade”. No entanto, o jornal pondera que o novo chefe de governo terá “limites”, já que, assim como seu antecessor, não dispõe de uma maioria absoluta no parlamento. Renzi, novo líder do Partido Democrático, também será obrigado a compor com uma coalizão esquerda-direita para governar, e diante de uma “Europa que olha a Itália de maneira desconfiada”, escreve Polito.

O La Stampa exprime suas “dúvidas” sobre a experiência e a capacidade de Renzi de governar a Itália diante da pior crise econômica enfrentada pelo país desde o final da Segunda Guerra. A dívida pública é considerada colossal (mais de 130% do PIB) e o crescimento modesto (0,1% no 4° trimestre de 2013), após dois anos de recessão.

O jornal observa que o governo é formado por políticos muito inexperientes e com "apenas três técnicos". No entanto, a escolha de Pier Carlo Padoan para o ministério da Economia e das Finanças tem aceitação unânime, escreve o La Stampa.

 

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