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Rússia/Ucrânia

Putin recua e suspende manobras militares na fronteira com a Ucrânia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou o retorno aos quartéis das tropas que participaram de manobras militares no oeste do país, na fronteira com a Ucrânia.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou o retorno aos quartéis das tropas que participaram de manobras militares no oeste do país, na fronteira com a Ucrânia. REUTERS/David Mdzinarishvili
4 min

O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou na manhã desta terça-feira (4) que as tropas russas que faziam manobras no oeste da Rússia, na fronteira com a Ucrânia, retornassem às suas bases. As manobras haviam começado na quarta-feira, para verificar a aptidão ao combate dos 150 mil soldados russos na região. O secretário de Estado americano, John Kerry, chega hoje à capital ucraniana, Kiev, para apoiar o novo regime pró-europeu.

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Moscou afirma que os exercícios militares encerrados no oeste do país não têm relação com a crise na Ucrânia. Por outro lado, os militares russos enviados à Crimeia, península do sul da Ucrânia de maioria russa, continuam mobilizados e gerando um clima de pré-guerra.

Os Estados Unidos suspenderam a cooperação militar com a Rússia para pressionar Vladimir Putin a acabar com a intervenção na Crimeia, considerada uma violação do direito internacional. Barack Obama disse que a Rússia "está do lado errado da história" e ameaçou aplicar sanções econômicas e diplomáticas para isolar Moscou.

Nessa segunda-feira, a Rússia expandiu suas forças pelo território da Crimeia e deu um ultimato às forças ucranianas na região. A diplomacia ocidental passou o dia tentando convencer Putin a recuar. A Casa Branca mantém contato constante com os aliados europeus e também com autoridades russas. No fim de semana, Obama conversou por 90 minutos com o presidente russo. Ontem, foi a vez do vice-presidente Joe Biden falar por telefone com o primeiro-ministro Dimitri Medvedev. Os Estados Unidos querem que a Rússia retire suas forças da Crimeia e respeite a soberania territorial da Ucrânia.

Hoje, o secretário de Estado americano, John Kerry, toma a frente das negociações. Kerry fará uma visita de algumas horas a Kiev para demonstrar apoio ao governo interino ucraniano e oferecer um pacote de ajuda financeira ao país.

EUA manobram para isolar a Rússia

Enquanto isso, em Washington, a Casa Branca estuda sanções para isolar a Rússia, caso Putin não desista do enfrentamento na Ucrânia. O governo americano já suspendeu a cooperação militar e comercial bilateral e ameaça excluir a Rússia do G8. Obama procura mostrar a Putin que o retorno da Guerra Fria custará caro ao Kremlin.

A retaliação mais dolorosa, no entanto, está em grande parte nas mãos da União Europeia, que tem laços econômicos mais estreitos com Moscou, sobretudo por conta do fornecimento de energia ao continente. Porém, entre os europeus, ainda não há um consenso sobre a aplicação de sanções. Alguns países postergam a adoção de punições econômicas devido aos interesses econômicos que mantêm na Rússia.

Reunidos ontem em Bruxelas, os ministros das Relações Exteriores da UE condenaram fortemente as ações da Rússia e exigiram que Moscou retire as tropas da região da Crimeia, mas não fixaram prazo para isso nem detalharam medidas de retorsão.

Por causa desse clima de guerra, a Ucrânia cancelou um amistoso contra os Estados Unidos, previsto para amanhã, em Chipre. O anúncio foi feito na noite de ontem pela federação ucraniana de futebol, mas pelo Twitter a seleção americana confirmou que o amistoso vai acontecer como previsto. Fica a expectativa sobre a realização ou não do jogo.

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