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Ucrânia/Crise

Parlamento da Crimeia aprova adesão à Rússia

Parlamento da Crimeia aprova proposta de adesão à Rússia
Parlamento da Crimeia aprova proposta de adesão à Rússia REUTERS/David Mdzinarishvili
Texto por: RFI
3 min

O parlamento local da Crimeia, que funciona como uma região autônoma no sul Ucrânia, aprovou nesta quinta-feira (6) a adesão da região à Federação da Rússia e solicitou a Moscou que reconheça esta integração. As autoridades locais anunciaram a organização de um referendo popular para aprovar ou não essa decisão. Esses anúncios devem aumentar ainda mais a tensão na crise ucraniana.

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As autoridades da Crimeia anteciparam mais uma vez a data do referendo em que a população local, de maioria russa, deverá decidir por mais autonomia da região. A consulta, prevista inicialmente para 30 de março, acontecerá no próximo dia 16. Mas depois da adesão da península ucraniana à Rússia, aprovada esta manhã pelo Parlamento da Crimeia, o referendo será muito mais radical. Os eleitores irão manifestar sua preferência por continuar ligados à Ucrânia ou aderir à Rússia.

Cúpula extraordinária da União Europeia

Os líderes europeus fazem hoje uma reunião de cúpula extraordinária em Bruxelas para buscar uma saída à crise aberta com a intervenção militar russa na região da Crimeia. A União Europeia bloqueou hoje os bens e contas bancárias do ex-presidente ucraniano Viktor Yanoukovitch, refugiado na Rússia, e de outras 17 personalidades consideradas responsáveis de violações de direitos humanos na Ucrânia, incluindo o ex-primeiro-ministro Mikola Azarov.

Os europeus podem votar hoje sanções contra Moscou, mas terão que superar divisões internas. Enquanto França, Polônia, Suécia e os países bálticos estão a favor de aplicar sanções contra a Rússia, a Alemanha permanece reticente e a Grã-Bretanha se opõe.

Ofensiva diplomática sem resultados

O encontro de ministros das Relações Exteriores de Rússia, Estados Unidos, França, Alemanha e Grã-Bretanha, ontem, em Paris, tentando convencer a Rússia a iniciar o diálogo com o novo governo de Kiev, não deu resultados concretos.

Os chefes da diplomacia da Rússia e Estados Unidos voltam a se encontrar hoje em Roma, durante uma conferência internacional sobre a Líbia.

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