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Ucrânia/Crise

Em Moscou, milhares protestam contra referendo na Crimeia

"Não à guerra", gritavam os manifestantes pró-Kiev nos protestos deste sábado, 15 de março de 2014.
"Não à guerra", gritavam os manifestantes pró-Kiev nos protestos deste sábado, 15 de março de 2014. Reuters/Maxim Shemetov
2 min

Neste sábado (15), milhares de pessoas saíram às ruas de Moscou para protestar contra a anexação da península da Crimeia à Rússia, que será votada em referendo no domingo.A "política autoritária do presidente Vladimir Putin" foi denunciada, enquanto manifestantes pró-Rússia mostraram seu apoio ao presidente.

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Trabalhadores, estudantes, aposentados, famílias e até um padre ortodoxo desfilaram hoje na Praça Pouchkine, no centro de Moscou, contra o referendo de domingo. Estima-se que 50 mil pessoas se concentraram no local.

"A Rússia sem Putin", gritavam no palco da praça Nadejda Tolokonnikova e Maria Alekhina, as cantoras do grupo punk Pussy Riot, que saíram da cadeia em dezembro do ano passado. "Como um referendo pode ser legítimo sob a ameaça de armas?", questionavam as famosas opositoras, referindo-se às condições em que a votação está sendo organizada.

De maioria russófona, a Crimeia foi tomada no final de fevereiro por milhares de homens armados depois da tomada do poder pelos pró-ocidentais e da queda do presidente Viktor Yanoukovitch, refugiado na Rússia.

Dois campos

Esta é a mobilização mais importante desde as grandes manifestações que marcaram a volta ao poder de Vladimir Putin, em 2012. "Por nós e por nossa liberdade", "Não toquem na Ucrânia!" ou "Não à guerra" eram alguns dos slogans escritos nos cartazes levados pelo povo. Bandeiras russas e ucranianas se misturavam na massa.

No mesmo momento, milhares de nacionalistas se reuniram perto da Praça da Revolução e do Kremlin, atendendo ao apelo de organizações que apoiam a política de Vladimir Putin.

 

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