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Ucrânia/Rússia

Rússia reduz pressão militar na fronteira com a Ucrânia

O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, visita uma escola em Simferopol
O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, visita uma escola em Simferopol REUTERS/RIA Novosti/Alexander Astafyev/Pool
3 min

O primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev, chegou hoje (31) a Simferopol, na Crimeia, para a primeira visita de um alto representante do governo russo à península anexada por Moscou. Acompanhado de uma delegação de ministros russos, Medvedev anunciou que Moscou pretende criar uma zona econômica especial na Crimeia. Em Kiev, o ministro ucraniano da Defesa informou nesta manhã que a Rússia começou a retirar as tropas que havia enviado à fronteira leste da Ucrânia.

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Acompanhado de uma delegação de ministros russos, Medvedev anunciou que Moscou pretende criar uma zona econômica especial na Crimeia e propôs às autoridades locais um conjunto de medidas fiscais e facilidades administrativas para atrair investidores estrangeiros. Segundo o primeiro-ministro, o objetivo do governo russo é que a Crimeia seja autosuficiente em recursos para financiar seu desenvolvimento.

Enquanto o líder russo discursava em Simferopol, autoridades ucranianas manifestavam alívio com a movimentação de retirada de tropas que espreitavam a fronteira leste do país. O posicionamento militar fazia Kiev temer uma invasão de sua parte oriental, em grande parte russófona como a Crimeia.

Naquele momento, o governo ucraniano não sabiadizer, no entanto, se o retorno de soldados às suas bases era resultado das negociações iniciadas ontem entre Estados Unidos e Rússia ou uma simples renovação das tropas. O encontro entre representantes da diplomacia russa e americana, Serguei Lavrov e John Kerry, em Paris, durou quatro horas, mas as duas partes não chegaram a um consenso sobre a crise ucraniana.

Os ministros das relações estrangeiras dos países da Otan se reunirão amanhã (1) e quarta-feira (2) em Bruxelas para avaliar um possível reforço da presença da aliança no leste da Europa em função da crise na Ucrânia. Os 28 ministros, entre eles John Kerry, também devem confirmar a suspensão de uma parte da cooperação entre a Otan e a Rússia, decidida no último dia 5 de março após a intervenção na Crimeia. "O mais importante é garantir a segurança dos países da Otan mais preocupados com a crise, a Polônia e os Países Báldicos", afirmou o embaixador americano na Otan, Douglas Lute. O encontro poderá ainda definir a instalação de bases permanentes da Otan nos países báldicos.

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