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Ucrânia/Crise

Obama pede que Rússia pare com "provocações" na Ucrânia

Soldados ucranianos montam guarda fora da cidade de Slaviansk neste domingo (27); o exército ucraniano tenta isolar esse reduto dos separatistas pró-russos.
Soldados ucranianos montam guarda fora da cidade de Slaviansk neste domingo (27); o exército ucraniano tenta isolar esse reduto dos separatistas pró-russos. Reuters
Texto por: RFI
4 min

O presidente norte-americano, Barack Obama, alertou neste domingo (27) que a Rússia deve cessar suas "provocações" na Ucrânia. Se isso não acontecer, novas sanções serão inevitáveis. A tensão no leste da Ucrânia chegou a seu ponto culminante depois do sequestro de uma equipe de observadores da OSCE (Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa), que estão detidos em Slaviansk.

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As novas sanções que estão sendo estudadas pelos países do G7 - grupo que reúne as nações mais desenvolvidas do mundo - visam "fazer com que a Rússia compreenda que os atos de desestabilização que acontecem na Ucrânia devem cessar", declarou o presidente norte-americano durante uma entrevista coletiva de imprensa na Malásia, terceira etapa de seu giro asiático.

Enquanto a Ucrânia se esforçou para aplicar o acordo de Genebra e desarmar as milícias a fim de encontrar uma solução para a crise, a Rússia "não levantou um dedo para ajudar", lamentou Barack Obama.

"Enquanto a Rússia seguir o caminho das provocações em vez de tentar resolver essa questão por meios pacíficos, haverá consequências e elas serão cada vez maiores", preveniu ele.

Os países do G7 decidiram no sábado aumentar as sanções contra Moscou. Cada fará isso da maneira que julgar mais adequada, e as de Washington podem ser aplicadas já nesta segunda-feira.

Uma reunião de diplomatas dos 28 países membros da União Europeia foi marcada para segunda-feira a fim "de adotar uma lista suplementar de sanções de fase 2", como congelamento de ativos e proibição de viagem.

Algumas autoridades russas já são alvo de sanções americanas e europeias, mas o resto da economia, já enfraquecida, também paga seu tributo à crise política sob a forma de uma fuga maciça de capitais.

Observadores

O destino dos 12 observadores da OSCE presos desde sexta-feira por separatistas pró-russos em Slaviansk, reduto dos rebeldes no leste da Ucrânia, continua incerto.

Em Viena, a OSCE anunciou o envio de uma equipe de negociadores para tentar obter a libertação dos observadores.

Neste domingo os separatistas informaram que eles são considerados "prisioneiros de guerra" e exigem em troca deles a libertação de militantes pró-russos presos pelas autoridades ucranianas. Mas o líder dos separatistas,  Viatcheslav Ponomarev, rejeitou a palavra "refém", utilzada pelo secretário de Estado norte-americano, John Kerry. Os observadores "não são nossos reféns, são nossos convidados", disse ele.

Os oito observadores militares estrangeiros - os quatro outros são ucranianos - foram apresentados à mídia durante uma entrevista coletiva de imprensa na prefeitura, ocupada pelos pró-russos. Usando roupas civis, eles não pareciam ter sido maltratados. O grupo é formado por quatro alemães, um tcheco, um dinamarquês, um polonês e um sueco. 

Um dos observadores alemães, o coronel Axel Schneider, disse que eles estão sendo bem tratados e estão em boa saúde, mas não têm nenhuma indicação sobre uma eventual libertação.

Três oficiais ucranianos, acusados de espionagem, também foram presos e estão detidos em Slaviansk, segundo Pomarev.

Os serviços de segurança ucranianos informaram que os três oficiais, encarregados de "prender um cidadão russo suspeito do assassinato de um conselheiro municipal ucraniano" na cidade de Gorlivka, foram "atacados por criminosos armados".

Com uma população de cem mil habitantes, Slaviansk está há vários dias sob o controle dos rebeldes. Kiev lançou uma ofensiva para tentar restabelecer a ordem e isolar a cidade.

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