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Alemanha/EUA

Merkel pede que EUA mude de comportamento sobre espionagem

A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente norte-americano, Barack Obama, em imagem de arquivo; as relações entre os dois países estão estremecidas desde as revelações sobre a espionagem norte-americana.
A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente norte-americano, Barack Obama, em imagem de arquivo; as relações entre os dois países estão estremecidas desde as revelações sobre a espionagem norte-americana.
Texto por: RFI
2 min

A chanceler alemã Angela Merkel lamentou neste sábado (12) a degradação da confiança entre os Estados Unidos e a Alemanha, após os escândalos de espionagem. Ela incitou os norte-americanos a mudar de comportamento em matéria de espionagem, na véspera de um encontro previsto entre os chefes da diplomacia dos dois países para aplainar as diferenças. 

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Em uma entrevista à televisão pública ZDF que foi gravada neste sábado (12), mas será divulgada somente no domingo, Angela Merkel disse que "a ideia que a gente deva sempre se perguntar, quando trabalhamos juntos, se a pessoa diante da gente trabalha ao mesmo tempo para algum outro, para mim não é uma relação de confiança".

"Temos evidentemente pontos de vista diferentes e temos que conversar sobre isso", afirmou ela, acrescentando que espera "naturalmente uma mudança" no comportamento dos Estados Unidos.

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, que deve encontrar neste domingo o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, em Viena, para tentar resolver essas diferenças. Ele lançou uma mensagem clara aos Estados Unidos, esperando que ela contribuirá a revigorar a amizade entre os dois países.

Em uma entrevista ao jornal dominical alemão Welt am Sonntag, Steinmeier declarou: "Parto do princípio, nas conversas que temos atualmente, que todas as autoridades estão dispostoas a colaborar sinceramente para revigorar a amizade transatlântica entre a Alemanha e os Estados Unidos". "Naturalmente, esperamos para isso uma contribuição enérgica por parte dos americanos", acrescentou.

Por sua vez, a chanceler Angela Merkel, que viveu na Alemanha Oriental até a queda do Muro de Berlim, constatou: "Não vivemos mais na época da Guerra Fria, em que cada um provavelmente desconfiava do outro".

"Acredito que os serviços de inteligência do século 21 devem se concentrar nas coisas importantes e nós trabalhamos junto com os norte-americanos. Espero que isso continue", afirmou ela.

Expulsão do chefe da inteligência norte-americana na Alemanha

Angela Merkel rejeitou novamente a ideia de voltar atrás nas negociações sobre o tratado de livre comércio transatlântico por causa do escândalo de espionagem.

Na sexta-feira, os Estados Unidos deram claramente a entender que não apreciaram a reação das autoridades alemãs às revelações, que levaram Berlim a pedir ao chefe da inteligência norte-americana na Alemanha que deixasse o país - uma decisão muito rara entre os países da Otan.

"Aliados dotados de serviços de inteligência sofisticados, como os Estados Unidos e a Alemanha, compreendem com um certo grau de detalhes o que as relações e as atividades de informação implicam exatamente", declarou o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest. "A maneira mais eficaz de resolver as diferenças é passar pelos canais privados estabelecidos, e não pela mídia", enfatizou ele.

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