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Bruxelas/Conselho Europeu

Líderes europeus enfrentam impasse na escolha do presidente do Conselho

Bandeiras dos Estados-membros da União Europeia.
Bandeiras dos Estados-membros da União Europeia. rnw.nl
3 min

Os chefes de Estado e de governo da União Europeia não conseguiram chegar a um acordo sobre a escolha dos principais membros do executivo do bloco, entre eles o do futuro presidente do Conselho Europeu e do novo chefe da diplomacia do grupo. As negociações devem ser retomadas no final do mês de agosto.

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O nome do presidente do Conselho Europeu e do chefe da diplomacia é um dos principais obstáculos. As candidaturas da ministra das Relações Exteriores da Itália, Federica Mogherini para substituir Catherine Asthon e a social-democrata dinamarquesa Helle Thorning-Schmidt para suceder Herman Van Rompuy, cujo mandato termina em outubro, não conquistaram a adesão dos membros do bloco.

Ambas candidaturas esbarram em resistências e obstáculos. Mogherini é pro-Rússia e criticada pela falta de envergadura para o cargo, além disso não tem o apoio de vários países europeus. Já a Dinamarca de Thorning-Schmidt não está na zona do euro, e isso enfraquece sua indicação. Caso os líderes não cheguem a um acordo sobre quem deva assumir esses postos-chave, uma nova Cúpula deve ser marcada para o mês de setembro.

O novo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker afirmou que pretende escolher um grande número de mulheres para formar a sua equipe. Uma das condições impostas pelos eurodeputados liberais que apoiaram a nomeação de Juncker era de que ele escolhesse, pelo menos, nove comissárias para o executivo europeu. Com certeza os governos vão tentar defender seus candidatos. A França, por exemplo, pretende emplacar o ex-ministro das Finanças, Pierre Moscovici para a parta de Assuntos Econômicos, e a ex-ministra da Justiça, Elisabeth Guigou para Energia.

Ontem, o Parlamento Europeu confirmou a nomeação do ex-premiê luxemburguês Juncker para presidir a Comissão Europeia. No discurso de posse, o novo chefe do executivo europeu apresentou as dez prioridades do seu programa de governo para os próximos cinco anos. Juncker prometeu um ambicioso plano de investimentos públicos, no valor de 300 bilhões de euros, que estimule o crescimento e oportunidades de trabalho para os 25 milhões de desempregados do bloco.

Além da crise econômica na Europa, o sucessor de Durão Barroso herda uma Comissão Europeia cujo poder tem sido bastante questionado não apenas pelo primeiro-ministro britânico, David Cameron, mas também por partidos políticos eurocéticos e governos pressionados por esses críticos da União Europeia.

Sanções contra Rússia

Em Bruxelas, os chefes de Estado e governo do bloco devem endurecer as sanções contra a Rússia. As novas medidas punitivas podem incluir o congelamento dos programas do Banco Europeu de Investimento na Rússia e do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento. Com esta nova rodada de sanções, a União Européia vai se aproximad da chamada “fase três”, que visa atingir alvos econômicos na Rússia. Até o momento, o bloco europeu já proibiu a emissão de vistos e congelou os bens de cerca de 60 russos e ucranianos envolvidos no conflito no leste da Ucrânia.

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