Cúpula UE/Bruxelas

Líderes europeus escolhem novo chefe da diplomacia do bloco

A ministra italiana das Relações Exteriores, Federica Mogherini.
A ministra italiana das Relações Exteriores, Federica Mogherini. REUTERS/Maxim Shemetov

Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia fazem uma reunião de cúpula, nesta quarta-feira (16), em Bruxelas. Eles vão discutir a crise na Ucrânia e a nomeação dos novos dirigentes e comissários do bloco. A prioridade é designar um substituto para Catherine Ashton, atual chefe da diplomacia, no momento em que a crise ucraniana continua sem solução e os Estados Unidos pressionam os europeus a adotar novas sanções contra a Rússia.

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Ontem, o Parlamento Europeu elegeu o luxemburguês Jean-Claude Juncker para a presidência da Comissão Europeia, órgão executivo do bloco. Hoje, os líderes devem encontrar nomes de consenso para os cargos de presidente do Conselho Europeu e chefe da diplomacia. Até o momento, essas funções são ocupadas pelo belga Hermann Van Rompuy e pela britânica Catherine Ashton.

Há várias semanas, o dinâmico primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, tenta impor sua ministra das Relações Exteriores, Federica Mogherini, no cargo de chefe da diplomacia europeia. Mas alguns países do leste, principalmente a Lituânia, rejeitam a indicação, alegando que a Itália tem manifestado posições muito favoráveis à Rússia.

A escolha do presidente do Conselho Europeu será ainda mais complicada. Não existe nenhum forte candidato ao cargo. O nome mais citado é o da primeira-ministra da Dinamarca, a social-democrata Helle Thorning-Schmidt. Ela tem o apoio da alemã Angela Merkel e do britânico David Cameron, mas não é a candidata ideal do francês François Hollande.

No encontro de cúpula, cada país do bloco vai indicar um candidato de sua preferência para chefiar cada uma das 28 comissões europeias. A disputa é intensa nas pastas de maior peso político, como economia, energia e agricultura. França e Grã-Bretanha, por exemplo, reivindicam um cargo de influência na área econômica.

Algumas regras regem a montagem desse quebra-cabeça europeu. Se os social-democratas ficarem com o Conselho Europeu, a diplomacia ficará nas mãos dos conservadores e vice-versa. Além da paridade direita e esquerda, existe a preocupação de resguardar um certo equilíbrio entre homens e mulheres nas chefias das comissões. Mas na atual conjuntura a situação é "desesperadora", reconheceu Jean-Claude Juncker. Os países membros indicaram apenas três ou quatro candidatas para o total de 28 comissários a serem escolhidos.

A equipe completa dos novos dirigentes do bloco só deverá estar fechada em meados de agosto. A posse da nova Comissão Europeia está marcada para o mês de novembro.
 

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