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Europa/Palestina

Depois de proibir atos pró-Palestina, França é única a registrar conflitos

Polícia bloqueia entrada de uma rua na cidade de Sarcelles, no subúrbio de Paris.
Polícia bloqueia entrada de uma rua na cidade de Sarcelles, no subúrbio de Paris. REUTERS/Benoit Tessier
Texto por: RFI
3 min

Milhares de pessoas se manifestaram neste domingo (20) por diversas capitais europeias contra a operação israelense Limite Protetor que, em 13 dias, causou a morte de ao menos 438 palestinos - 100 deles no domingo. Em Sarcelles, nos arredores de Paris, um grupo resolveu burlar a proibição imposta pelo governo e saiu às ruas.  A manifestação terminou em confronto com a polícia, vandalismo e atos antissemitas.

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A cidade, conhecida por abrigar grandes comunidades judaica e muçulmana, virou palco de uma verdadeira guerrilha urbana. O ministro do Interior proibiu os atos pró-Palestina na última sexta-feira, uma ação inédita em toda a Europa e que rendeu uma chuva de críticas ao governo, tanto da esquerda quanto da direita.

Mesmo assim, os agrupamentos aconteceram: na zona norte da capital, no sábado, tudo corria bem até que a tropa de choque tentou dispersar a multidão, que revidou atirando pedras e garrafas. Os policiais usaram bombas de gás lacrimogênio.

A proibição, que o primeiro ministro Manuel Valls e o presidente François Hollande justificaram como uma tentativa de "evitar o crescimento do antissemitismo", acirrou a tensão.

Houve graves confrontos com a polícia, que novamente utilizou bombas de gás e balas de borracha contra a população que destruía carros, lixeiras e saqueava estabelecimentos comerciais. Uma mercearia judaica foi incendiada. Treze pessoas foram presas, informou uma fonte policial.

Manifestações pacíficas

Cerca de 11 mil pessoas tomaram o centro de Viena (Áustria) para protestar contra a "opressão na Palestina", assim como em Amsterdã (Holanda) e em Estocolmo (Suécia), onde 3 mil e mil pessoas, respectivamente, saíram as ruas contra os ataques israelenses. Na capital austríaca, o desfile foi acompanhado de um forte aparato policial, depois que a primeira ministra Johanna Mikl-Leitner fez um apelo para que o movimento fosse pacífico.

"Não somos antissemitas, somos humanistas. Pedimos que europeus e americanos finalmente tomem uma atitude (contra a brutalidade israelense)", declararam os organizadores austríacos no início do ato. Em outras cidades do país como Graz e Linz, os protestos reuniram algumas centenas de pessoas.

Quanto menos polícia, menos problemas

Na Holanda, a maioria dos manifestantes brandiam as cores da Palestina, da Turquia ou de outros países do Oriente Médio e gritavam "Liberdade à Palestina". Apesar de um contingente policial tímido, quase imperceptível, o protesto não registrou nenhum incidente. Vestido com o tradicional véu palestino, um participante do ato se perguntava "por que o mundo permanece em silêncio" diante do massacre de crianças e inocentes.

Em Estocolmo, onde a polícia também não teve presença ostensiva, tudo correu em paz, com manifestantes que gritavam que "um holocausto não justifica outro". Em Londres, duas manifestações aconteceram paralelamente: uma, a favor da operação israelense, seguiu para frente da embaixada de Israel na capital britânica. A outra, pró-Palestina, foi mantida à distância da primeira pela polícia, que não efetuou nenhuma prisão.

 

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