UE/Rússia/Ucrânia

Europeus adotam sanções contra chefes do serviço secreto russo

O presidente da Chechênia, Nikolaï Patrouchev, faz parte da nova lista de personalidades alvo de sanções da União Europeia.
O presidente da Chechênia, Nikolaï Patrouchev, faz parte da nova lista de personalidades alvo de sanções da União Europeia.

A União Europeia anunciou na madrugada desde sábado (26) que vai adotar sanções contra outras 15 personalidades russas e ucranianas, acusadas de participação no conflito no leste da Ucrânia. Bruxelas também cogita impor novas restrições econômicas severas contra Moscou. O Kremlin reagiu avisando que a cooperação com os europeus no setor da segurança será abalada.

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Bruxelas acrescentou 15 pessoas e 18 entidades à sua lista negra ligada à crise na Ucrânia. A partir de agora, 87 indivíduos terão seus bens congelados e não poderão mais viajar na União Europeia. Essa nova leva de sanções atinge nomes como o do chefe do serviço federal russo de segurança, Nikolaï Bortnikov, do chefe do serviço secreto externo, Mikhaïl Fradkov, do secretário do conselho de segurança russo, Nikolaï Patrouchev, e do presidente da Chechênia, Ramzan Kadyrov.

Segundo os europeus, os responsáveis russos são acusados de terem contribuído na “elaboração da política de Moscou, que ameaça a integridade territorial, a soberania e a independência da Ucrânia”. Já o líder checheno teria “feito declarações a favor da anexação ilegal da Crimeia e da insurreição armada na Ucrânia”. A União Europeia deve adotar novas sanções na próxima semana.

Bruxelas reforça sua estratégia de pressão contra Moscou desde que o avião da Malaysia Airlines caiu no leste da Ucrânia, no dia 17 de julho, em uma catástrofe que teria sido causada por um míssil lançado por separatistas ucranianos pró-Rússia. O acidente matou os 298 ocupantes do avião, a maioria europeus.

Reação de Moscou

O governo russo reagiu imediatamente às novas sanções anunciadas neste sábado. Moscou alertou para as consequências possíveis das medidas nas relações do país com o bloco europeu. Para o ministério russo das Relações Exteriores, a decisão “coloca em perigo a cooperação internacional na área de segurança”.

Qualificando as restrições de “irresponsáveis”, o Kremlin declarou, com ironia, que “as decisões serão recebidas com entusiasmo pelo chefes do terrorismo internacional”.

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