Ucrânia/acidente

Especialistas tentam obter acesso ao local da queda do MH17 na Ucrânia

O depultado Alexander Hug, vice-chefe da equipe da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) monitora as investigações na Ucrânia. 30 de julho de 2014.
O depultado Alexander Hug, vice-chefe da equipe da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) monitora as investigações na Ucrânia. 30 de julho de 2014. REUTERS/Sergei Karpukhin

Os especialistas holandeses e australianos farão uma nova tentativa nesta quinta-feira (31) de obter acesso ao local onde o Boieng da Malaysia Airlines caiu no dia 17 de julho, no leste da Ucrânia, deixando 298 mortos.  

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As forças armadas ucranianas anunciaram suspensão da ofensiva contra os separatistas pró-russos no leste do país a pedido do secretário-geral da ONU Ban Ki Moon.

Apesar do porta-voz dos separatistas, Oleksiï Dmytrachkivski, ter declarado que os militares poderão reagir "para se defender" em caso de eventuais ataques dos separatistas, os especialistas devem chegar hoje ao local da queda do MH17. Eles estarão acompanhados de membros da OSCE (Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa).

De acordo com um comunicado da missão holandesa, a equipe pretende obter acesso à região onde o avião caiu há duas semanas e avaliar a segurança do trajeto a partir de Donetsk, a capital da região tomada pela rebelião pró-russa.

A maioria dos corpos já foi retirada do local, mas ainda há restos humanos e pertences dos passageiros que não foram recuperados. O acesso à região da tragédia e a coleta dos destroços do avião são fundamentais para a análise que vai determinar o que derrubou o avião.

Apesar do cessar-fogo, os rebeldes intensificaram seu efetivo no local nos últimos dias, multiplicando a artilharia e instalando minas, o que dificulta a chegada dos especialistas. Nesta manhã, foram registrados intensos combates entre as forças ucranianas e os pró-russos no Leste da Ucrânia.

Os Estados Unidos e seus aliados continuam insistindo que o Boieng foi abatido por um míssil russo fornecido por Moscou aos separatistas.
 

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