Ucrânia/Crise

Ucrânia denuncia invasão de blindados e tanques russos

Militares russos perto da fronteira com a Ucrânia em foto tirada no dia 23 de agosto de 2014.
Militares russos perto da fronteira com a Ucrânia em foto tirada no dia 23 de agosto de 2014. Foto: Reuters

As autoridades ucranianas afirmaram nesta segunda-feira (25) que uma coluna com "dezenas" de blindados e tanques vindos da Rússia atravessaram a fronteira com o sul da Ucrânia e estão em pleno combate com os agentes de segurança da fronteira, perto da cidade industrial de Mariopol.

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"A fronteira ucraniana foi violada por uma coluna de várias dezenas de tanques e de veículos blindados" que entraram no território perto da cidade industrial de Mariopol, indicou um porta-voz militar ucraniano em entrevista para a agência AFP. "A coluna foi detida pelos agentes de segurança das fronteiras e uma batalha está em curso", acrescentou, sem dar maiores detalhes.

Mariopol, uma cidade costeira de 500 mil habitantes no litoral do mar de Azov, no sudeste da Ucrânia, está localizada a cerca de 50 km da fronteira russa e a 110 km ao sul do reduto rebelde de Donetsk. A cidade é a mais importante do setor industrial metalúrgico ucraniano e sede de grandes empresas do segmento.

Mariopol participou de um referendo em 11 de maio para se separar de Kiev e fazer parte da República popular de Donetsk, autoproclamada pelos rebeldes pró-russos, mas é controlada pelas forças leais ao governo de Kiev.

As autoridades regionais divulgaram neste segunda-feira uma mensagem aos moradores, indicando que a administração local "funciona normalmente" e que os funcionários não abandonaram seus locais de trabalho.

Rússia promete novo comboio humanitário

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, anunciou nesta segunda-feira que Moscou vai enviar mais um comboio humanitário para o leste da Ucrânia. O primeiro comboio, suspeito de carregar armas para os rebeldes, provocou protestos de Kiev e das potências ocidentais, e acabou entrando sexta-feira no território ucraniano sem autorização.

O chanceler justificou a decisão russa diante da piora das condições humanitárias na região, palco de combates cada vez mais intensos.

Os separatistas pró-russos do leste da Ucrânia afirmam ter lançado uma grande contra-ofensiva face às tropas de Kiev. O governo ucraniano reconheceu hoje "um aumento da ação" dos rebeldes, mas afirma que as forças do governo mantêm as posições ocupadas e provocaram perdas significativas no campo dos separatistas.

 

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