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Ebola/Epidemia

OMS afirma que risco de epidemia de Ebola na Europa é mínimo

Fachada do Hospital La Paz-Carlos III em Madri, onde estão hospitalizadas as pessoas contaminadas pelo Ebola e os casos suspeitos.
Fachada do Hospital La Paz-Carlos III em Madri, onde estão hospitalizadas as pessoas contaminadas pelo Ebola e os casos suspeitos. Reuters/Andrea Comas
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Nesta quarta-feira (8), a Organização Mundial de Saúde emitiu um comunicado afirmando que os casos da febre hemorrágica Ebola são inevitáveis na Europa, mas que o risco de propagação da epidemia no continente é "extremamente fraco". Na Espanha, enfermeira contaminada continua em tratamento. 

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"Os casos são inevitáveis devido às viagens entre a Europa e países afetados do oeste da África", declarou Zsuzsanna Jakab, diretora regional da OMS na Europa. Ela acrescentou que o risco do vírus se espalhar pela Europa é 'extremamente fraco' e que os países europeus estão entre os mais bem preparados do mundo para responder aos riscos de uma febre hemorrágica viral, inclusive o Ebola.

A diretora explicou que o risco de contaminação acidental de pessoas em contato com doentes existe, mas pode ser controlado através da aplicação de medidas severas de luta contra a infecção.

Espanha: primeiro caso na Europa

A declaração da OMS foi uma resposta ao clima de preocupação que se instalou depois da contaminação de uma enfermeira em Madri, primeiro caso que não veio da África.

Teresa Romero, de 40 anos, a enfermeira contaminada pelo vírus Ebola na Espanha disse hoje, em entrevista por telefone ao jornal El Mundo, ter ficado principalmente em casa após ter sentido os primeiros sintomas da doença. Ela diz estar melhor de saúde.

A mulher passou mal no dia 30 de setembro passado, mas só foi ao hospital Alcorcón de Madri no domingo, dia 5 de outubro, na volta de sua folga de trabalho. O jornal El País afirma que ela circulou dez dias por seu bairro quando já estava contaminada

A enfermeira não soube dizer como contraiu o vírus e não se preocupou depois de ter atendido dois pacientes vitimados pela doença. Teresa fazia parte da equipe que participou do tratamento de dois missionários espanhóis que contraíram o Ebola na Libéria e na Serroa Leoa. Ambos morreram.

Segundo uma fonte do hospital que participa das investigações, ela se contaminou ao tirar a terceira roupa usada para se proteger. Além do marido, outras 50 pessoas que tiveram contato com a enfermeira estão em observação no hospital Carlos III, em Madri.

No Reino Unido, o primeiro-ministro David Cameron anunciou que vai participar de uma reunião de urgência ainda nesta quarta-feira para discutir a crise.

O Banco Mundial estima que os gastos do combate do vírus Ebola na África devem chegar a US$32 bilhões.

 

 

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