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Ucrânia/Crise

Eleições buscam legitimar governos separatistas na Ucrânia

Alexandre Zakhartchenko, líder pró-russo na região de Donetsk.
Alexandre Zakhartchenko, líder pró-russo na região de Donetsk. REUTERS/Maxim Shemetov
Texto por: RFI
2 min

Os territórios separatistas pró-russos do leste da Ucrânia elegem no domingo, 2 de novembro, seus próprios parlamentos e presidentes. Os líderes rebeldes das regiões de Donetsk, Alexandre Zakhartchenko, e Lugansk, Igor Plotnitski, buscam formar governos com respaldo popular, mas por enquanto só a Rússia anunciou que vai reconhecer os resultados.

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Zakhartchenko e Plotnitski são favoritos para continuar à frente dos governos separatistas de Donetsk e Lugansk. Praticamente não houve campanha eleitoral nas ruas, mas todos os candidatos adotam a mesma linha política: independência em relação à Ucrânia e aproximação com a Rússia.

A votação acontece seis meses após o início do conflito armado que abriu a maior crise entre os governos ocidentais e a Rússia desde o fim da Guerra Fria. A eleição é contestada pelos ocidentais e a ONU, que veem uma ameaça ao cessar-fogo assinado no início de setembro em Minsk. Os combates diminuíram com o acordo, mas as duas regiões continuam instáveis e fragilizadas pelos 3.700 mortos nos combates.

Legitimidade incerta

Ninguém sabe ao certo quantas pessoas irão votar. Antes da crise, as regiões de Donetsk e Lugansk contavam com 5 milhões de eleitores, mas muita gente mudou fugindo da violência. As autoridades separatistas de Donetsk anunciaram que será possível votar pela internet. Maiores de 16 anos e voluntários estrangeiros que lutaram ao lado dos rebeldes também poderão votar. A eleição não terá observadores de organizações internacionais. Alguns deputados russos pretendem acompanhar o pleito.

O presidente ucraniano, Petro Porochenko, denuncia uma farsa eleitoral, segundo ele, "em territórios ocupados por terroristas e bandidos".

Negociações avançam em Kiev

Com a vitória do bloco pró-ocidental nas eleições legislativas do último domingo no restante do país, as negociações para a composição de um novo governo avançam rapidamente em Kiev. Porochenko declarou nesta sexta-feira (31) ser favorável à recondução do primeiro-ministro Arseni Iatseniouk, 40 anos, na chefia de governo.

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